De acordo com o relatório, o Windows 11 perdeu pouco mais de 3 pontos percentuais num único mês, descendo de uma quota de 53,7% para os 50,73%. Em sentido inverso, e de forma algo surpreendente, o Windows 10 viu a sua base de utilizadores crescer, subindo dos 42,7% para os 44,68%. Até mesmo o Windows 8, um sistema já considerado "pré-histórico" por muitos, registou uma subida curiosa, passando de 2,93% para 3,83% do mercado.
Este fenómeno de retrocesso parece ser o culminar de um ano de 2025 que muitos analistas descrevem como um autêntico "pesadelo" para a gigante de Redmond. Apesar do enorme investimento e marketing, as iniciativas de Inteligência Artificial (IA) integradas no sistema não parecem ter convencido o grande público, falhando em tornar-se a "killer feature" que a Microsoft tanto desejava para impulsionar as atualizações.
Para além da IA que não "pegou", a Microsoft enfrentou fortes críticas devido a uma série de atualizações para o Windows 11 que foram consideradas inadequadas ou problemáticas. Muitos utilizadores preferem manter-se num ecossistema estável, como o Windows 10, mesmo com o fim do suporte de segurança gratuito, em vez de arriscarem a instabilidade ou as exigências de hardware do sucessor.
O cenário coloca um desafio hercúleo à equipa de Satya Nadella para este novo ano. Com o Windows 11 a estagnar abaixo da barreira psicológica dos 50% em termos reais de crescimento sustentado, a Microsoft terá de repensar a sua estratégia de atualizações e o valor real que oferece aos utilizadores. Resta saber se 2026 trará uma nova vida ao sistema ou se o "fantasma" do Windows 10 continuará a assombrar os planos da tecnológica.