O mais recente relatório "Radar Global de Políticas Cibernéticas" da NCC Group traça um cenário muito claro: a cibersegurança deixou de ser uma disciplina puramente técnica para se assumir como um instrumento vital de influência geopolítica e segurança nacional. Impulsionada pelo escalar das tensões globais e pela adoção acelerada da Inteligência Artificial, a regulação digital mundial está a sofrer uma transformação profunda, onde os Estados procuram projetar o seu poder numa ordem internacional cada vez mais fragmentada.

O governo francês tomou uma decisão drástica e sem precedentes no panorama tecnológico europeu: vai abandonar o uso do sistema operativo Windows e do Microsoft Office em todos os seus organismos estatais. Numa clara aposta na soberania digital, a administração pública de França está a preparar uma transição massiva para sistemas baseados em Linux e outras alternativas de código aberto. Esta medida surge no seguimento de uma reunião conjunta entre várias entidades governamentais, que acordaram reduzir drasticamente a dependência histórica de tecnologias desenvolvidas fora do espaço europeu, afastando-se das gigantes norte-americanas.

A visão da União Europeia para a soberania digital dá um novo passo com o lançamento do DNS4EU, um resolvedor público de DNS que oferece acesso à internet mais seguro, privado e fiável para os cidadãos europeus. Este serviço é liderado pela Whalebone, uma empresa de cibersegurança sediada na região de Brno, na República Checa, considerada um dos centros mais dinâmicos da inovação digital e resiliência cibernética na Europa.

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