Os dados não mentem: quem controla a Internet controla a economia de um país!

As maiores ameaças para empresas e utilizadores provêem da Internet através do crime organizado. Nos últimos anos, assistimos de forma ascendente à profissionalização dos criminosos, directamente relacionada com o aumento dos ataques maliciosos.

O número de páginas Web comprometidas com códigos de malware têm vindo a crescer lentamente, tendo no entanto já superado o número de websites maliciosos, criados especificamente por cibercriminosos. A indústria de crime organizado criou um mercado próspero, explorando a confiança dos utilizadores da Internet. É importante que a sociedade e as entidades legais encarem a informação como propriedade que tem necessariamente de ser protegida.
Actualmente, os roubos online alcançam valores multimilionários. Estima-se que em 2007 superaram os 100 milhões de dólares, cerca de 68.500 milhões de euros, em todo o mundo. É no entanto difícil calcular valores exactos já que muitas empresas, nomeadamente no sector bancário, não tornam públicos os ataques web de que são alvo.

Ter consciência das ameaças
Utilizadores e empresas precisam de estar cada mais informados sobre novas formas de ataque malicioso, a exemplo a ameaça Key Logger, uma aplicação que se introduz no computador através de trojans, tem como intuito de replicar os movimentos das teclas, armazenando-os dentro do próprio equipamento sem que o utilizador tenha percepção do que está a acontecer. Esta informação pode ficar em standby durante vários meses até que o cibercriminoso decida actuar, acedendo a logins, passwords de acesso a contas bancárias, entre outros dados importantes que estejam directamente relacionados com benefícios financeiros. Estima-se que um em cada sete computadores em todo o mundo esteja infectado por este tipo de malware.

Todas estas informações roubadas por cibercriminosos são armazenadas em bases de dados que posteriormente são comercializadas para grupos organizados, “máfias” que partilham estes dados. Cria-se assim uma economia paralela, em que a Internet é o veículo que permite trabalhar em conjunto e de forma clandestina. Estes grupos internacionais, sediados em diferentes países, mantêm-se em permanente contacto.

Ascensão das ameaças
É interessante verificar que, há 10 anos, as organizações lutavam mensalmente com uma média de três a cinco novos vírus. Posteriormente alcançaram-se números elevados de infecção que rondavam os 200 mil por ano. Actualmente, podemos afirmar que os ataques de vírus diminuíram porque a sua utilização não é tão rentável como anteriormente. Os cibercriminosos procuram um retorno financeiro que lhes é oferecido com a propagação de outro tipo de malware, como trojans e zombies, que somam um total aproximado de dois a três mil ataques por hora.

A razão para este número tão elevado é a modificação constante de cada um desses programas. É possível que o mesmo código malicioso se altere cerca de 12 vezes por hora, o que torna mais difícil, senão impossível, detectar a sua origem. Para que não sejam descobertos, os cibercriminosos contratam programadores que alteram os códigos de três em três minutos. Cada mudança pressupõe um novo vírus, o que leva a que, em apenas alguns dias, seja possível detectar.

As mensagens actuais possuem um nível de perigo muito mais elevado do que antes, sendo capazes de extrair códigos, passwords, números de contas bancárias, entre outras informações valiosas. São software e programas maliciosos que funcionam na perfeição, porque são escritos e desenvolvidos por profissionais.

Os dados não mentem: quem controla esta informação controla a economia de um país!
 
 Autor : Filipe Rolo – Director de Vendas da Trend Micro em Portugal

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