O setor da saúde está a enfrentar uma crescente onda de ameaças cibernéticas, de acordo com um novo relatório da NCC Group, especialista em cibersegurança. Este setor, considerado uma parte essencial da infraestrutura crítica nacional, tornou-se um alvo cada vez mais apelativo para o crime organizado e para grupos apoiados por Estados. Nos últimos doze meses, registaram-se 550 ataques a organizações de saúde, um aumento de 216% em apenas dois anos. Nos últimos três anos, o setor tem-se mantido consistentemente entre os cinco mais atacados, com grupos como o RansomHub e o LockBit 3.0 a liderarem os ataques mais recentes.
A NordVPN anunciou o lançamento da encriptação pós-quântica (EPQ) em todas as suas aplicações VPN. A primeira iteração de encriptação pós-quântica foi aplicada no ano passado na aplicação para Linux. Em 2025, a NordVPN lançou também a funcionalidade EPQ para Windows, macOS, iOS e Android, incluindo Android TV e tvOS.
A Check Point Research (CPR), equipa de investigadores da Check Point® Software Technologies Ltd., pioneira e líder mundial em soluções de cibersegurança, revelou no mais recente relatório de inteligência, que as instituições de ensino e investigação em território nacional registaram, em média, 5 324 ataques por semana por organização nos últimos seis meses — um valor significativamente acima da média global, que se situa nos 4 367 ataques semanais.
A Coinbase, uma das maiores plataformas mundiais de negociação de criptomoedas, confirmou ter sido alvo de um ataque informático com fuga de dados e tentativa de extorsão. O incidente, que comprometeu informações sensíveis de colaboradores, incluindo credenciais de acesso, foi rapidamente mitigado, mas serviu para evidenciar a crescente sofisticação dos cibercriminosos que atuam neste setor.
Segundo o comunicado oficial da empresa, o grupo atacante exigiu 20 milhões de dólares em troca do silêncio e prometeu divulgar os dados roubados caso o resgate não fosse pago — uma abordagem típica de esquemas de dupla extorsão, cada vez mais comuns no panorama digital.
A Dior, prestigiada marca de luxo do grupo LVMH, confirmou esta semana ter sido alvo de um ciberataque com consequências significativas para a privacidade dos seus clientes. O incidente afetou sobretudo consumidores na Ásia, nomeadamente na Coreia do Sul e na China, tendo resultado na exposição de milhares de dados pessoais como nomes, endereços, e-mails, números de telefone e histórico de compras.
A marca assegura que os dados financeiros permanecem salvaguardados por estarem alojados em sistemas distintos. Ainda assim, as implicações do ataque levantam sérias preocupações em termos de fraude e campanhas de engenharia social dirigidas.
Os especialistas da Kaspersky analisaram as ciberameaças que utilizam como isco as marcas orientadas para as famílias, como a Disney, a LEGO, a Patrulha Pata e o MrBeast, entre muitas outras. O estudo, baseado na monitorização de passwords específicas, revelou um aumento constante das tentativas de ataque, que cresceram 38% do segundo trimestre de 2024 para o primeiro trimestre de 2025.
A telemetria da Kaspersky mostra uma tendência ascendente constante no número de ataques que utilizam marcas relacionadas com crianças e famílias. Começando com apenas 89.000 ataques no segundo trimestre de 2024, o número aumentou trimestre após trimestre até atingir quase 123.000 no primeiro trimestre de 2025. Durante o período analisado, a Kaspersky detetou mais de 432.000 tentativas de ataque.
