Segurança e Redes

A ESET, maior empresa europeia de cibersegurança, revelou a descoberta do PromptLock, considerado o primeiro ransomware potenciado por inteligência artificial. Este malware, escrito em Golang e já identificado em variantes para Windows e Linux, utiliza o modelo gpt-oss-20b da OpenAI através da API Ollama para gerar em tempo real scripts maliciosos em Lua, responsáveis por enumerar sistemas, extrair dados e encriptá-los.

O Google emitiu um alerta global após o grupo de cibercriminosos ShinyHunters aceder a informações de uma base de dados corporativa da Salesforce, utilizada pela empresa, colocando em risco dados de aproximadamente 2,4 mil milhões de pessoas. A invasão ocorreu em julho de 2025, expondo informações de clientes, principalmente dados públicos de negócios e contratos, sem comprometer diretamente palavras-passe.

O setor financeiro está a adotar blockchains públicas a um ritmo inédito, deixando para trás projetos-piloto em redes privadas e avançando para a emissão de stablecoins e a tokenização de ativos diretamente em ambientes permissionless. O volume de transações já ultrapassa o tráfego combinado da Visa e Mastercard, consolidando a blockchain como a nova espinha dorsal dos pagamentos digitais.

A onda de ciberataques ao setor do retalho não dá tréguas e a mais recente vítima foi o grupo Auchan, em França. Segundo a AFP, os hackers conseguiram aceder a contas de clientes, expondo dados pessoais e de contacto.

Um estudo recente da Kaspersky, intitulado "Melhorar a resiliência: cibersegurança através da imunidade do sistema", revela que 73% das empresas europeias dependem de ecossistemas compostos por vários fornecedores de segurança. Esta fragmentação, apesar de comum, tem vindo a causar dificuldades operacionais e financeiras, levantando sérias preocupações no que toca à gestão eficaz da cibersegurança.

A ESET, a maior empresa europeia de cibersegurança, alerta para a escalada do ciberbullying e apresenta dez mitos que dificultam a prevenção e a resposta de famílias e escolas. Dados do Cyberbullying Research Center revelam que mais de 58% dos alunos do ensino básico e secundário nos EUA já sofreram algum tipo de assédio online nas suas vidas. Em comparação, em 2019, esse número era de 37% e, uma década antes, apenas um quarto (24%). Outros dados afirmam que quase metade (43%) dos adolescentes que jogam videojogos já foram vítimas de ciberbullying. Alguns foram chamados de nomes ofensivos. Outros foram ameaçados fisicamente, enquanto muitos receberam conteúdo sexualmente explícito.

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