O setor financeiro viveu um ano crítico em 2025, consolidando-se como o alvo central do cibercrime global através de uma nova vaga de ameaças tecnológicas. De acordo com o relatório Kaspersky Security Bulletin 2025, a integração massiva de inteligência artificial, blockchain e fraudes via NFC transformou radicalmente o panorama de segurança. Os ataques deixaram de ser apenas técnicos para se tornarem mais sofisticados, combinando eficácia digital com manipulação humana, o que coloca as instituições financeiras sob pressão constante a nível mundial.
O Relatório Global de Ransomware do terceiro trimestre de 2025 da Check Point Research (CPR) revela um aumento de 25% nas vítimas (1.592) em relação a 2024 e uma fragmentação recorde do ecossistema de ciberextorsão, com 85 grupos ativos.
A Check Point Research (CPR), unidade de inteligência de ameaças da Check Point® Software Technologies, prevê o surgimento de uma nova era de cibercrime autónomo, alimentada por Inteligência Artificial (IA) generativa e sistemas autoaprendentes. Segundo o relatório, em setembro de 2025, um em cada 54 prompts de IA generativa provenientes de redes empresariais apresentou elevado risco de exposição de dados sensíveis, afetando 91% das organizações que utilizam estas ferramentas com regularidade.
Num trimestre em que aumentaram os ataques dirigidos a sistemas industriais e infraestruturas críticas — incluindo campanhas de phishing, spyware e ameaças sobre sistemas biométricos e de automação — Portugal destacou-se no Sul da Europa pela sua elevada taxa de deteção e bloqueio. O mais recente relatório da Kaspersky ICS CERT revela que, no segundo trimestre de 2025, 23,3% dos computadores industriais nacionais bloquearam tentativas de ataque, posicionando o país no top 3 regional de ciberdefesa industrial.
A Check Point Research (CPR) divulgou o seu Relatório Global de Inteligência de Ameaças de setembro de 2025, revelando que as organizações em todo o mundo enfrentaram, em média, 1.900 ciberataques semanais. Embora o número global tenha diminuído 4% face a agosto, continua 1% acima do registado no mesmo período de 2024, mantendo as ameaças em níveis historicamente elevados.