O investidor milionário Carl Icahn enviou, esta sexta-feira, uma carta ao conselho de administração da Yahoo! onde exige que a empresa aceite publicamente ser vendida à Microsoft por 34,375 dólares por acção, cerca de 49,5 mil milhões de dólares.

Caso a Yahoo! aceitasse a pretensão de Icahn, o valor total do negócio seria cerca de 5 mil milhões de dólares superior à oferta inicial da Microsoft, apresentada a 1 de Fevereiro, e 2 mil milhões mais do que a última oferta que a Microsoft fez antes de retirar a OPA no mês passado.

«Na minha opinião, a Microsoft não acredita que vocês alguma vez venderão a empresa inteira em termos amigáveis», diz Icahn na missiva que enviou a Roy Bostock, o presidente do conselho de administração da Yahoo!.

«Por isso, porque não param de dançar à volta do assunto e oferecem publicamente a venda da empresa à Microsoft por 34,375 dólares por acção e prometem cooperar totalmente?», acrescenta o investidor, que comprou 50 milhões de acções da Yahoo! após a Microsoft ter abandonado a mesa das negociações.

O conselho de administração da Yahoo! reagiu de imediato à carta de Icahn, acusando o milionário de não ter um «plano credível» para gerir a empresa e sublinhando que está «aberto a qualquer transacção incluindo uma venda à Microsoft se for no melhor interesse dos accionistas».

Resta agora saber se a Microsoft continua interessada em comprar a totalidade da Yahoo!, um cenário que, tendo em conta as declarações recentes dos seus responsáveis, parece estar afastado.

Depois de Bill Gates ter afirmado, no início de Maio, que a Microsoft ia seguir um «caminho independente» após o falhanço da aquisição da Yahoo!, o CEO, Steve Ballmer, disse que o plano passava agora por «discutir negócios com a Yahoo! que possam criar valor, mas não uma aquisição total da empresa».

Segundo informações não oficiais que têm vindo a público, a Microsoft pretende comprar apenas a divisão de pesquisas online da Yahoo!, juntamente com uma participação minoritária na empresa, existindo conversações nesse sentido há várias semanas.

Apesar de as duas empresas ainda não terem determinado o preço e a forma como o negócio será estruturado, o acordo poderá ser firmado na «próxima semana», adiantou ontem à Reuters uma fonte próxima das negociações.

 Fonte : Ciberia

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