O Facebook terá de pagar 20 milhões de dólares (cerca de 14,9 milhões de euros) por ter permitido a associação de dados pessoais de utilizadores da rede social a conteúdos com fins publicitários.

O montante figurava num acordo proposto pelo Facebook em Outubro do ano passado. Acordo esse que estava sujeito à confirmação de um juiz, tendo sido aprovado na segunda-feira à noite por um juiz de San Francisco.

 

O dinheiro será agora distribuído por grupos de defesa da privacidade na Internet, advogados e os utilizadores da rede social que apresentaram uma queixa coletiva.

A queixa foi apresentada no início de 2011 depois de a rede social ter lançado a função "Sponsored Stories", uma ferramenta que convertia algumas das ações dos seus utilizadores em anúncios.

De acordo com a justiça norte-americana, a rede social fundada por Mark Zuckerberg associou, sem autorização, nomes e perfis de utilizadores a marcas comerciais. Esses dados eram depois usados para fazer publicidade dirigida.

Cerca de 150 milhões de utilizadores da rede social terão sido afetados, no entanto foram poucos os que apresentaram uma queixa formal, segundo revelou o juiz Richard Seebord.

O magistrado de San Francisco (Califórnia) considerou que o montante de 20 milhões de dólares é suficiente para encerrar este caso de forma amigável.

Este acordo "permite uma compensação justa, razoável e adequada às circunstâncias", afirmou o juiz, sublinhando que os queixosos dificilmente alcançariam melhor resultado se o processo fosse para tribunal.

De notar que o acordo prevê ainda que o Facebook modifique regras de funcionamento e dê mais controlo aos utilizadores sobre o potencial uso dos respetivos dados pessoais para conteúdos de teor publicitário.

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Ler 1169 vezes Modificado em Ago. 31, 2013
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