O YouTube acaba de anunciar uma expansão significativa das suas ferramentas de controlo parental, chegando agora a Portugal e a outros mercados globais. Esta atualização foca-se em dar aos pais um papel mais ativo na gestão do tempo de ecrã dos adolescentes, introduzindo funcionalidades inéditas no setor.

Entre as novidades, destaca-se a capacidade de os encarregados de educação definirem limites específicos para o consumo de Shorts, permitindo um controlo granular sobre o fluxo de vídeos curtos que, pela sua natureza dinâmica, pode dificultar a gestão do tempo pelos jovens.

A plataforma introduziu também um processo de registo simplificado que permite configurar contas para crianças ou adolescentes com apenas alguns cliques. Esta agilidade estende-se à alternância entre perfis familiares na aplicação móvel, garantindo que cada membro da família aceda a recomendações adequadas à sua faixa etária de forma rápida. Segundo o Dr. Garth Graham, Global Head of YouTube Health, o objetivo é proteger os jovens "no mundo digital e não do mundo digital", oferecendo ferramentas que apoiem o papel fundamental dos pais na definição de regras online.

Um estudo recente realizado pela Ipsos revela que estas medidas têm um impacto direto na perceção de segurança das famílias. Na União Europeia, 77% dos pais que utilizam as contas supervisionadas concordam que o conteúdo visualizado é adequado à idade, enquanto 73% afirmam que estas ferramentas lhes conferem maior confiança num ambiente digital seguro. Para além dos limites de tempo, os pais podem agora configurar lembretes personalizados para a "Hora de dormir" e "Fazer uma pausa", promovendo uma utilização mais consciente e equilibrada da plataforma.

Paralelamente ao controlo parental, o YouTube introduziu novos princípios de qualidade para o conteúdo recomendado a adolescentes. Desenvolvidos em colaboração com especialistas da UCLA e do Boston Children's Hospital, estes princípios visam promover vídeos que incentivem a curiosidade, o desenvolvimento de aptidões e o bem-estar emocional. Canais educativos e de entretenimento de alta qualidade passam a ter maior destaque no algoritmo de recomendação, garantindo que o tempo passado na plataforma seja não só seguro, mas também enriquecedor e informativo.

Para apoiar esta transição, foi lançado um "Guia para Criadores" em parceria com a Save the Children International. Este recurso dota os produtores de conteúdo com diretrizes para agirem como modelos positivos, incentivando-os a criar espaços seguros e a evitar a propagação de desinformação. O Professor Peter Fonagy, da UCL, reforça que o conteúdo online pode ter impactos significativos na saúde mental, sendo estes novos princípios uma bússola essencial para que os criadores compreendam a sua responsabilidade no desenvolvimento saudável dos jovens.

As novas funcionalidades e diretrizes começam a ser implementadas de imediato e serão expandidas globalmente ao longo dos próximos meses. Com este reforço, o YouTube posiciona-se como um aliado das famílias portuguesas na navegação dos desafios digitais, equilibrando a liberdade de exploração dos adolescentes com a supervisão necessária para um crescimento seguro. Esta iniciativa reflete uma década de investimento da marca na criação de um ecossistema saudável para as gerações mais jovens.

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