Segundo o relatório, organizações com maior maturidade de cibersegurança OT tendem a sofrer menos intrusões e a lidar melhor com ameaças comuns, como phishing ou malware. Este progresso deve-se à adoção de boas práticas, como segmentação de rede, integração IT/OT nas equipas de segurança, e consolidação de fornecedores. Notavelmente, a adoção de plataformas unificadas de segurança OT permitiu reduções de até 93% nos incidentes cibernéticos reportados.
A Fortinet alerta, contudo, para a necessidade de uma abordagem mais integrada e proativa. A incorporação de inteligência artificial, visibilidade em tempo real dos ativos OT e políticas específicas de resposta a incidentes são cruciais para enfrentar ameaças sofisticadas, como APTs ou malware direcionado. Além disso, recomenda-se o alinhamento estratégico entre equipas de IT, OT e produção para garantir proteção de operações críticas.
O relatório baseia-se em dados recolhidos junto de mais de 550 profissionais de OT em todo o mundo, incluindo Portugal, e abrange setores como indústria, energia, transportes e saúde. As conclusões reforçam a necessidade de estratégias coordenadas de cibersegurança, com foco na resiliência, eficiência operacional e proteção de infraestruturas vitais.