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Os infostealers (categoria de malware conhecido por roubar dados pessoais) voltaram a crescer no primeiro quadrimestre de 2022. Globalmente, este crescimento foi de quase 12%, mas em Portugal a subida foi ainda mais drástica: 57,5%. Outro dado relevante foi o aumento do número de deteções ao nível do spyware e malware bancário, este último responsável por roubar informação sensível às organizações financeiras e aos seus utilizadores. Já as subcategorias backdoors e cryptostealers diminuíram a sua atividade.

Estas conclusões foram reveladas pelo Threat Report T1 2022, um relatório que compila as principais estatísticas dos sistemas de deteção da ESET, empresa europeia  especialista em cibersegurança, destacando exemplos notáveis da sua investigação e revelando informação exclusiva sobre ameaças atuais e tendências para o futuro.

Os investigadores da ESET, empresa europeia líder em soluções de cibersegurança, descobriram um malware de macOS previamente desconhecido que espia utilizadores de Mac comprometidos e usa exclusivamente serviços de armazenamento na nuvem pública para comunicar com os seus operadores. Designado CloudMensis pela ESET, as suas capacidades mostram claramente que a intenção dos operadores é reunir informação sobre os Macs das vítimas roubando documentos, teclas, emails, anexos, ficheiros em armazenamento externo e capturas de ecrã.

O submundo do cibercrime é uma máquina bem oleada cuja atividade está avaliada em vários milhares de milhões de dólares. De acordo com a Cybersecurity Ventures, em breve o cibercrime será inclusivamente mais rentável do que o comércio global de todas as principais drogas ilegais em conjunto.

Em websites da dark web, cibercriminosos compram e vendem grandes quantidades de dados roubados, bem como as ferramentas usadas para os obter. Estima-se que atualmente circulem nestes websites cerca de 24 mil milhões de nomes de utilizador e passwords obtidos ilegalmente. Entre os dados mais procurados estão dados de cartões bancários recentemente roubados, que são depois comprados em massa agentes criminosos para cometer fraude de identidade.

Agências de cibersegurança dos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Países Baixos e Reino Unido compilaram em conjunto uma lista com as falhas mais exploradas no contexto do cibercrime para acesso aos sistemas de uma organização. Estas falhas são principalmente erros de configuração, controlos fracos e outras práticas de segurança desaconselhadas que contribuem para uma “má higiene” cibernética. A ESET, empresa global líder em soluções de cibersegurança, analisou o relatório e explica as práticas e controlos e mais comuns, bem como recomendações para mitigar os problemas apontados.

Os investigadores da ESET, empresa global líder em soluções de cibersegurança, descobriram e analisaram três vulnerabilidades que estão a afetar vários modelos de portáteis Lenovo. A exploração destas vulnerabilidades permite a cibercriminosos implementar e executar malware ao nível do firmware UEFI na forma de implantes flash SPI como LoJax ou implantes ESP como ESPecter, descoberto recentemente pela ESET.

A ESET reportou todas as descobertas à Lenovo em outubro de 2021. No total, a lista de dispositivos afetados contém mais de 100 modelos de portáteis diferentes, com milhões de utilizadores em todo o mundo.

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