“As pessoas que estão já satisfeitas com o seu nível de bem-estar são as que se mostram mais recetivas a experimentar novas abordagens a um estilo de vida saudável. Mais do que os típicos entusiastas das novas tecnologias e das pessoas com problemas de saúde, verificámos que os consumidores que estão satisfeitos com o seu bem-estar são também aqueles que mais rapidamente adotam tecnologias que promovem esse mesmo bem-estar. Este grupo possui exigências muitos específicas associadas à cloud, à privacidade, ao design e à funcionalidade, e que têm que ser satisfeitas em simultâneo. Ter apenas uma ou duas destas exigências não é suficiente”, afirma Michael Björn, Head of Research do Ericsson ConsumerLab.
Os números mostram que 71 por cento dos consumidores estão tão interessados em medir o seu desempenho pessoal, assim como estão interessados nos wearables. As pessoas acreditam cada vez mais que o acesso a diversos serviços na cloud lhes oferece a possibilidade de viver uma vida mais saudável e longa – independentemente da tecnologia poder ser ‘vestida’ ou não.
O relatório mostra ainda que as expectativas relacionadas com o aumento da esperança de vida vão além do uso de dispositivos e serviços pessoais, tornando o bem-estar individual numa preocupação social.
“Os consumidores que residem nas cidades com maiores desafios ambientais são os que se mostram mais interessados em conceitos de saúde relacionados com a sociedade, como uma pulseira que regista os níveis de poluição ou um wearable que promove deslocações na cidade de forma mais sustentável, e que podem acelerar o ritmo de mudança. O interesse no bem-estar a nível pessoal pode inspirar uma transformação a nível social”, acrescenta Björn.
Três dos sete conceitos de saúde sociais analisados foram vistos pelos inquiridos como passíveis de serem geridos por prestadores de serviços médicos, enquanto dois desses conceitos foram atribuídos à responsabilidade das autoridades locais. Os mesmos inquiridos indicaram também que as empresas de tecnologia e as organizações de proteção ambiental devem garantir os restantes dois conceitos.
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“Partindo do princípio que os principais prestadores de serviços seguem abordagens totalmente diferentes, o ecossistema partilhado será complexo. As pessoas assumem que a informação médica tem um caráter sensível, e as que mais rapidamente adotam serviços de bem-estar valorizam mais cedo a fiabilidade dessa informação”, reforça Björn.
Ericsson ConsumerLab é uma unidade global de pesquisa que estuda anualmente os comportamentos e atitudes dos consumidores face a serviços e produtos das TIC em mais de 40 países. Enquanto porta-voz da opinião dos consumidores, quer a nível interno como externo, o Ericsson ConsumerLab ajuda os nossos clientes, outras organizações do setor e os legisladores a perceberem as implicações das necessidades do consumidor.
A Ericsson deu a conhecer o mais recente estudo do Ericsson ConsumerLab, intitulado Viver mais: o bem-estar e a internet.