Ao pesquisar e estudar a história econômica das nações através dos tempos, verifica-se  a diversidade adotada nos meios de trocas e suas mudanças sempre compatíveis com o crescimento, modernização, evolução dos grupos sociais envolvidos e sua interação uns com os outros. Do escambo à utilização de mercadorias variadas como meios de trocas, à criação da primeira variedade de moeda por volta de 3.000 AC, ao surgimento dos bancos no século XV - que evoluiu para o sistema bancário tal qual o conhecemos atualmente - o homem sempre procurou reservas de valor confiáveis para acumular riqueza e gerar padrões de negociações amplamente aceitos e confiáveis.

Os bancos, cujo nome se origina literalmente dos bancos onde os comerciantes de moedas se sentavam para realizar seus negócios, então por volta do ano 1500, galgaram nos últimos quarenta anos o que poderíamos classificar de maturidade operacional, com a adoção de tecnologias cada vez mais sofisticadas. Do guarda-livros aos sistemas informatizados que passaram a ser implementados e utilizados em larga escala, a indústria bancária atingiu nos tempos atuais um patamar de desenvolvimento, agilidade e confiabilidade por vezes maculada por casos de quebras de protocolos de segurança por terceiros e não conformidades identificadas e tratadas internamente. Para coibir tais práticas ilícitas, o investimento das instituições financeiras em segurança da informação cresceu maciçamente nos últimos anos.

Surge uma nova forma de se negociar para além das instituições financeiras

​Esse desenvolvimento ascendente de tecnologias da informação e sistemas informatizados teve um impacto decisivo no surgimento de uma forma muito mais sofisticada para se negociar no mercado internacional, as criptomeodas - moedas virtuais que utilizam criptografia para garantir segurança nas transações. Após a criação do Bitcoin em 2008, diversas outras criptomoedas - o Ethereum é uma delas - têm surgido e sido utilizadas na comercialização de bens e serviços em âmbito global. Como decorrência desse novo mercado em ascenção, existem sites como o Guia do Bitcoin que se dedicam a notícias sobre Ethereum, Bicocin, Litecoin, etc para explicar essas novas práticas financeiras em expansão, dando mais segurança e confiabilidade para seus usuários. 

Essa moeda virtual, com características singulares em relação ao papel moeda tradicional, tem sido alvo de interesse e adoção tanto por grandes empresas quanto por pessoas físicas que começaram a se interessar por essa nova modalidade de negociação. A Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC), agência reguladora de mercados financeiros do governo norte-americano, autorizou no início do mês de abril duas Bolsas e uma Corretora a negociarem produtos de investimentos vinculados à moeda virtual Bitcoin.

A moeda virtual tem-se mostrado poderosa, com aceitação crescente por uma gama variada de empresas. Inúmeros estabelecimentos de setores tais como o de tecnologia da informação, serviços financeiros, serviços de marketing, ONGs e institutos sociais, turismo, transporte e hospedagem, entretenimento digital e lojas em geral aceitam o Bitcoin como forma de pagamento, e esse número tem crescido a cada dia.

O que os últimos dez anos tem sugerido, desde a criação da moeda virtual, é que esta é uma realidade que segue uma trajetória crescente rumo a um novo futuro que se instala. A dinâmica das interações institucionais e empresariais, com novas necessidades de relacionamentos comerciais e financeiros decorrentes de um mercado em expansão, a agilidade necessária para circulação de riquezas na economia, leva-nos a crer que o Bitcoin é o novo conceito de moeda que veio para ficar.

Classifique este item
(0 votos)
Ler 776 vezes

Sobre nós

Nascida em 2002, a Wintech é uma pagina web que reúne informações sobre tecnologia. Apresenta regularmente guias, análises, reportagens e artigos especiais de tudo o que rodeia o mundo tecnológico. Saiba mais.

Wintech TV

Newsletter

Receba as notícias no seu e-mail

Top