Entrevista: António José Gonçalves - EDUGEP - Wintech

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A Wintech regressa a mais uma entrevista, desta vez a António José Gonçalves, Diretor Executivo da EDUGEP.

António José Gonçalves, nasceu em Sé Nova, Coimbra em 1965. É Licenciado em Biologia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa (1988). Em 2001 tornou-se Mestre em Administração e Gestão Educacional pela Universidade Aberta.

 

No seu curriculum profissional, António Gonçalves foi professor responsável pela Mediateca da Escola Secundária D. João II, Orientador de Estágio, colaborador da Escola Profissional de Setúbal. Enquanto colaborador do Forpescas, foi coautor e autor de vários programas e fez parte da equipa que concebeu e desenvolveu a formação dos Técnicos do Oceanário em 1998.

Foi ainda coautor de obras e artigos no âmbito da formação em edições do IEFP e da revista Janus, entre outros.

Em 2001, fez parte da equipa de criação do CRVCC Arrábida e foi seu coordenador (também do posterior CNO) até 2013. Criou o projeto que fundou o CQEP Arrábida, em 2013.

O atual diretor executivo do EDUGEP foi ainda um elemento da Equipa do Protocolo que tem apoiado a formação dos professores do RETEP, em Angola.

Em 2004 tornou-se cofundador da EDUGEP desempenhando na empresa as funções de Diretor Executivo.

A Wintech esteve à conversa com um dos mentores do primeiro e maior evento tecnológico realizado a sul do Tejo.

 

Antonio Gonçalves - Diretor Executivo EDUGEPComo surgiu a ideia de organizar uma feira tecnológica como a E-TECH PORTUGAL ’16?
 
A ideia base da E-TECH surgiu com o projeto da E-CODE {escola de Programação}, ainda sem esta designação ou modelo de intervenção, mas já com a ideia de que uma Escola, seja de programação ou outra de qualquer tipo, deve ter uma intervenção na comunidade. Essa é aliás uma ideia que é comum a qualquer projeto promovido no âmbito da EDUGEP. Pensamos sempre os projetos com uma componente de intervenção na comunidade, dado que para nós não faz sentido estar numa área como é a educação sem criarmos pontes com o meio numa perspetiva ecológica. É essa a lógica que temos seguido também nas Atividades de Enriquecimento Curricular onde temos uma intervenção na comunidade, cumprindo aquilo que consideramos a nossa responsabilidade social.
Assim, a E-TECH apareceu como uma ideia para tornarmos a área digital mais conhecida do público em geral, mas também criar momentos para o encontro de especialistas e a discussão de temáticas de relevância para a área. Isto feito em Setúbal, que apesar de ser uma Capital de Distrito se vê muitas vezes esvaziada para acontecimentos que se ficam por Lisboa que na sua lógica centralista e macrocéfala frequentemente seca muitas iniciativas à sua volta.
 
 
Significa que a aposta da Edugep doravante será direcionada mais para este segmento?
 
Não se pode dizer que será mais para este segmento por comparação com os outros em que já atuamos, mas queremos que a E-Code, Escola de Programação, seja também uma marca de referência na área digital em Setúbal. Queremos disponibilizar serviços de excelência, tal como nas outras áreas em que atuamos, possibilitando a existência de serviços numa área em que não existia nada até agora. Como exemplo, somos neste momento um centro de Exames Certificado para a Microsoft e a Adobe e estamos a fazer formação em áreas de ponta como seja a Robótica, a modelação e impressão 3D, aplicações móveis, linguagens de programação e estamos a lançar neste momento um curso para Youtubers e estamos a preparar para lançar em breve formação sobre drones. Além disso, estamos a implementar alguns projetos muito interessantes nas escolas nossas parceiras, nomeadamente o Digicl@sse que fomenta a utilização de tablets em contexto de sala de aula em turmas do 1º ciclo e a Programação no 1º ciclo, projeto da Direção Geral da Educação, que estamos a levar a efeito em escolas de Setúbal e do Barreiro. De referir também que a E-CODE permite que diversas Escolas Privadas possam oferecer programação e robótica aos seus alunos. Neste ano de vida a E-CODE já tocou as vidas de centenas de alunos e formandos.
 
 
A dimensão do evento é desafiadora: o maior evento tecnológico a sul do Tejo…
 
Sem dúvida. Mas a ideia que tivemos, em conjunto com o nosso parceiro, a ANPRI, foi de criar um ponto de partida para uma iniciativa que se quer de continuidade e que seja de referência, fugindo como já disse da centralização de Lisboa, numa região que tem tudo para ser um centro tecnológico, desde logo pelas instituições de referência que há na região como o IPS e a FCUNL, a indústria como a Autoeuropa e os centros de incubação de empresas, como o Madan Parque. A nossa vontade, tal como tem sido apanágio em outros projetos, é de sermos capazes de marcar a diferença em relação ao que tem sido feito e criarmos uma marca de sucesso. Por isso nos reunimos de parceiros de referência no setor que aderiram com grande entusiasmo a esta iniciativa e que farão com que seja um sucesso.
 

A par da feira tecnológica, decorrem também as conferências, cujo tema é a Empregabilidade Digital. Porquê esta temática? 

A temática surgiu naturalmente no âmbito da Coligação Portuguesa para a Empregabilidade Digital, do qual fazemos parte e na qual estamos muito empenhados, diria até mais que a própria casa onde esta coligação nasceu. A verdade é que colocamos, à nossa responsabilidade, este evento o qual abraçamos com a ANPRI e identificamos as 5 questões que nos parecem ser nucleares em relação à empregabilidade digital. Fomos lançando o repto a parceiros da coligação e a key players na área e fomos tendo, no geral resposta muito positiva, de tal forma que conseguimos ter um conjunto de convidados fantástico, tanto que não me atrevo a destacar nenhum pois são todos figuras de referência na área. Por isto estou convencido que vamos ter um evento de grande qualidade, de acordo com o que, tanto a ANPRI como a EDUGEP têm habituado o seu público.
 
 
A terminar, o que podemos esperar da Edugep num futuro próximo?
 
Estamos ainda num momento prematuro para falar de futuro no que diz respeito a esta iniciativa, pois ela ainda não aconteceu, mas é vontade da organização dar continuidade ao evento e temos já um tema identificado para o E-TECH 2017, o qual será muito desafiante e que aborda algo que vai afetar a vida  de todos nós. A EDUGEP continuará sem dúvida a trabalhar para que a E-CODE seja uma marca de referência no setor, pelo que podem contar connosco como a Escola de Programação para o presente e futuro.

 

Wintech agradece a disponibilidade do António Gonçalves e da EDUGEP para a realização desta entrevista.

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Ler 1994 vezes Modificado em Jun. 03, 2016

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