Apesar de ser o principal motor deste crescimento financeiro, é também o primeiro alvo de cortes caso as empresas precisem de reduzir despesas, refletindo uma pressão crescente por resultados mensuráveis.
Os dados indicam que 44% dos líderes de segurança apontam a IA e a automação como os grandes impulsionadores do orçamento, mas uma percentagem igual admite que reduziria o investimento nesta tecnologia perante um corte orçamental de apenas 10%. Este cenário sublinha uma dificuldade estratégica: 32% dos decisores consideram a IA o investimento mais difícil de justificar perante a alta administração. O desafio em 2026 já não é apenas implementar a tecnologia, mas sim traduzir métricas técnicas em indicadores de negócio claros, como a proteção da reputação da marca ou a mitigação de perdas financeiras.
A IA já está a ter um impacto real nas operações de segurança (SOC) para 92% dos entrevistados. As áreas mais beneficiadas incluem a deteção de ameaças, a priorização de alertas e a automação da resposta a incidentes. No entanto, Steve Wilson, Chief AI and Product Officer da Exabeam, alerta que reduzir o tempo de resposta já não é suficiente para convencer os conselhos de administração. Os executivos exigem agora evidências concretas de como a IA reduz o risco corporativo e garante a continuidade do negócio em mercados com alta pressão regulatória e ataques frequentes de ransomware.
O relatório conclui que a sustentabilidade dos investimentos em IA dependerá da capacidade das equipas de segurança em fechar a lacuna de comunicação com os decisores financeiros. Em vez de focarem apenas no volume de alertas tratados, os CISOs devem demonstrar como a tecnologia contribui para a resiliência empresarial e o crescimento sustentável. O futuro da cibersegurança em 2026 será definido pela prestação de contas: as organizações que conseguirem quantificar a redução de risco serão as que manterão a confiança e os recursos para continuar a inovar.