Financiado por 70 mil fãs, ultrapassando o montante de 4,5 milhões de dólares através de crowdfunding, o primeiro Pillars of Eternity depressa se tornou num caso de sucesso quando foi lançado em março de 2015 . O jogo é um RPG inspirado em jogo clássicos como Baldur’s Gate, Icewind Dale, e Planescape: Torment, um género que continua a ser bastante apreciado por muitos jogadores.


Depois de três anos e duas expansões lançadas, chega Deadfire, a aguardada sequela que tem como base a premiada jogabilidade do primeiro jogo, expandindo e melhorando inúmeros elementos.

A Obsidian Entertainment prometeu gráficos mais detalhados, uma mecânica de jogo mais profunda, mais escolhas para os jogadores, um novo sistema de relacionamento com companheiros, combate simplificado e uma aventura totalmente nova e artesanal, que tornam Deadfire numa derradeira experiência cRPG.

Seguindo os eventos do primeiro jogo, Pillars of Eternity: Deadfire na pele (ou alma) de Watcher, o protagonista do primeiro jogo. A nossa aventura começa relembrando a viagem que Watcher fez para Drywood, uma nação que travou uma dura batalha contra Eothas, o deus da luz, resultando na sua destruição.  Acredita-se que este desfecho amaldiçou Drywood, onde as crianças começaram a nascer sem alma.

Ao assistir a um ritual para tentar reverter esta situação, o nosso personagem transformou-se em Watcher, alguém com a capacidade de ver, falar e conhecer as memórias das almas que se cruzam com ele, mas também com pesadelos e visões horríveis de uma vida anterior. Watcher persegue Thaos, o agente dos deuses que realizou o ritual, e consegue finalmente alcançar a paz, retirando-se para o castelo Caed Nua.

Cinco anos depois, Eothas regressa e ataca a fortaleza de Caed Nua, destruindo tudo e todos os que julgavam estar a salvo. Watcher é uma das vitimas do ataque, e a sua alma é resgatada pela Berath, a deusa da morte. Com interesses comuns, Berath oferece-nos a oportunidade de regressar ao mundo dos vivos. 

Nesta fase, temos a oportunidade de importar o "savegame" e continuar a história e escolhas do primeiro Pillars of Eternity, ou escolher uma de seis linhas de história que simulam algo que aconteceu no passado. A segunda opção será sempre obrigatória para quem não jogou o primeiro jogo.  De seguida vamos criar o nosso personagem, escolhendo uma série de carateristicas que vão desde a raça, classe e cultura, às habilidades, atributos e armas. Este é um sistema bastante completo, com uma série de escolhas que podem definir a forma de agir do nosso personagem.

De regresso ao mundo dos vivos, Watcher começa a sua aventura num navio que persegue Eothas até ao arquipélago que Deadfire. Durante uma abordagem hostil e um breve confronto com piratas, o navio é atingido por uma tempestade e acaba por encalhar numa das ilhas de Deadfire... e aqui começa a aventura.

Jogabilidade

Pillars of Eternity II: Deadfire oferece-nos cerca de 40 horas de jogabilidade, seguindo as mecânicas do primeiro jogo, embora sejam visíveis vária melhorias que refinam a experiência, começando pela a nova fortaleza em forma de navio. O nosso personagem inicia o jogo a bordo do "The Defiant", um navio que vamos poder equipar com vários itens, atualizá-lo com melhor equipamento e, em último caso, trocá-lo por um navio maior e mais poderoso. 

Embora o nosso navio não fique imediatamente disponível após a introdução, pois o nosso personagem acorda numa das ilhas de Deadfire e uma das suas primeiras missões é reparar o "The Defiant" para poder viajar para outras ilhas, o que se passa a bordo da nossa embarcação, como estado do navio e a moral da tripulação, é bastante importante para a nossa progressão no jogo, pelo que devemos sempre dar bastante importância a este aspeto. Os confrontos entre navios, baseados em combates navais por turnos, requerem alguma estratégia, embora o poder do nosso navio seja bastante importante. Realizados num ambiente próprio, este combates por turnos permitem-nos mover o navio, disparar os canhões e até abordar e embarcar nos navios inimigos.

No mar ou em terra firme, o combate Deadfire está mais simples e flexível do que no primeiro jogo, isto porque temos menos elementos no cenário. Logo, temos mais disponibilidade para cada um dos membros do nosso grupo no campo de batalha. A exploração das "dungeons" foi também melhorada com novas ferramentas para distrair inimigos e itens que podemos utilizar em para equilibrar as probabilidades.

O mapa de Deadfire é bastante extenso, embora composto maioritariamente por mar. No entanto, em cada uma das ilhas, vamos poder visitar vários locais, onde temos a oportunidade de dialogar com inúmeros personagens. Aliás, os diálogos são um dos elementos de maior importância no jogo, uma vez que as nossas decisões podem afetar a progressão do nosso personagem.

Tal como no primeiro jogo, Watcher não segue nesta aventura sozinho. Existem sete companheiros de vamos poder recrutar ao longo do jogo, e as suas habilidades e capacidade de compate serão cruciais para ultrapassar obstáculos e superar cada desafio. À boa maneira dos RPGs dos anos 90, Deadfire oferece-nos um sistema de progressão de certa forma complexo, mas fácil de dominar. Para além das habilidades que têm como base a classe de cada um dos personagens, temos uma série de equipamentos que reforçam cada um dos elementos do nosso grupo. Muitos destes equipamentos podem ser criados, utilizando itens que vamos recolhendo em cada uma das missões ou locais que exploramos.

Para além das missões principais, que levam Watcher e os seus companheiros a viajar através do arquipélogo de Deadfire para tentar derrubar o deus Eothas, durante o jogo, temos ainda a oportunidade de realizar um grande número de missões secundárias que, apesar de não serem essenciais para completar a história, estão totalmente ligadas à história do jogo. 

Gráficos e som

Com o primeiro Pillars of Eternity, a Obsidian mostrou que era possível fazer um jogo inspirado nos RPGs dos anos 90, com visuais extraordinários. A sequela apresenta o mesmo estilo visual, mas com melhorias significativas. Numa combinação de visuais 2D e 3D, temos novos elementos que tornam a experiência mais empolgante, como é o exemplo do novo sistema climatérico dinâmico o ciclo dia/noite adicionado, por exemplo, mais realismo na interação com os personagens não jogáveis. Agora,já não temos personagens no mesmo sitio a qualquer hora, quer seja de dia ou de noite. 

No que diz respeito aos efeitos de som, tal como aconteceu no primeiro jogo, a banda sonora de Pillars of Eternity II: Deadfire está fantástica. Justin Bell, o designer de áudio da Obsidian Entertainment, superou novamente as expetativas com uma mistura sonora onde os efeitos, a música e os diálogos são totalmente claros e percetíveis, interligando-se na perfeição.

Conclusão

Cumprindo o que tinha prometido, a Obsidian Entertainment voltou a surpreender criando um jogo que tem a essência dos RPGs dos anos 90, com visuais mais apelativos, efeitos sonoros arrebatadores e histórias que nos prendem ao ecrã durante horas a fio.

Quem não jogo o primeiro Pillars of Eternity deve, sem dúvida, fazê-lo, pois corre o risco de se perder nos primeiros momentos do jogo, embora Deadfire tenha uma boa introdução que nos coloca a par do que aconteceu no passado. 

Pillars of Eternity II: Deadfire é, sem qualquer dúvida, um dos melhores RPGs de 2018, e quem sabe dos próximos anos.

 HomePage : Pillars of Eternity II : Deadfire

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