A Huawei inaugurou, em Dongguan, China, o seu maior Cyber Security and Privacy Protection Transparency Center, numa cerimónia que contou com intervenções de representantes de entidades como a GSMA, a SUSELinux, a British Standards Institution e reguladores dos Emirados Árabes Unidos e da Indonésia.

Na sequência da inauguração deste novo Cyber Security and Privacy Protection Transparency Center, a Huawei aproveitou a ocasião para lançar o seu Product Cyber Security Baseline, o qual ganha especial destaque por ser a primeira vez que a empresa disponibilizou, como um todo, a sua estrutura básica de segurança de produto e práticas de gestão para a indústria.

Assumido como o culminar de mais de uma década de experiência em gestão de segurança de produto, incorporando uma ampla gama de regulamentações externas, standards técnicos e requisitos regulamentares, o Product Cyber Security Baseline da Huawei, em conjunto com outros mecanismos de governance, ajuda a garantir a qualidade, segurança e fiabilidade dos produtos da empresa. Ao longo dos anos, a Huawei construiu mais de 1500 redes que conectam acima de três mil milhões de pessoas em 170 países e regiões. E, destaca-se, nenhuma dessas redes alguma vez experimentou um grave incidente de segurança.

"Esta é a primeira vez que partilhamos a nossa estrutura-base de segurança com toda a indústria, não apenas com os principais fornecedores", disse Sean Yang, Diretor do Global Cyber Security and Privacy Protection Office da Huawei. "Queremos convidar todos os stakeholders, incluindo clientes, reguladores, entidades de standards, fornecedores de tecnologia e entidades de auditoria, para se juntarem à Huawei na discussão e no desenvolvimento de baselines de cibersegurança. Em conjunto, podemos melhorar continuamente a segurança do produto em toda a indústria."

"A cibersegurança é mais importante do que nunca", frisou Ken Hu, Rotating Chairman da Huawei, na inauguração do centro de Dongguan. "Como indústria, é essencial que trabalhemos em conjunto, partilhemos as melhores práticas e nos esforcemos por desenvolver as nossas capacidades coletivas em governance, standards, tecnologia e auditoria. Precisamos de dar ao público em geral e aos reguladores em particular um motivo para confiarem na segurança dos produtos e serviços que utilizam diariamente. Juntos, podemos encontrar o equilíbrio certo entre segurança e desenvolvimento, num mundo que é cada vez mais digital."

Nos últimos anos, a digitalização da indústria, associada a novas tecnologias como 5G e Inteligência Artificial, tornaram o ciberespaço mais complexo do que nunca, agravado pelo facto de as pessoas passarem longos períodos online nesta fase da pandemia COVID-19. Ou seja, estas tendências levaram a um aumento de novos riscos de cibersegurança.

Face a esta realidade, sobretudo para dar uma resposta estruturada às necessidades da indústria, a Huawei abriu as portas do novo Cyber Security and Privacy Protection Transparency Center, fornecendo uma plataforma para que os stakeholders da indústria partilhem a sua experiência em cyber governance e trabalhem em conjunto soluções técnicas de excelência. O centro foi projetado para disponibilizar ao mercado soluções e partilhar experiências, facilitar a comunicação e inovação conjunta e apoiar testes e auditorias de segurança. Esta nova infraestrutura estará à disposição de reguladores, auditores independentes e entidades de standards, bem como de clientes, parceiros e fornecedores da Huawei.

Para promover uma abordagem uniforme à cibersegurança na indústria de telecomunicações, organizações como GSMA e 3GPP também têm trabalhado com os stakeholders da indústria para promover as NESAS Security Assurance Specifications e outras certificações independentes. Estas baselines tiveram ampla aceitação na indústria e vão desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento e na auditoria de redes seguras.

De acordo com Mats Granryd, Diretor Geral da GSMA, que também marcou presença na inauguração do novo centro da Huawei, "a disponibilização de serviços existentes e novos na era 5G dependerá fortemente da conectividade oferecida pelas redes móveis, e vai sobretudo depender do facto de a tecnologia subjacente ser segura e fiável". "Iniciativas como a GSMA 5G Cybersecurity Knowledge Base, projetada para ajudar os stakeholders a entender e mitigar os riscos de rede, e a NESAS, uma estrutura de garantia de segurança em todo o sector, são pensadas para incrementar melhorias nos níveis de segurança de equipamentos de rede em todo o setor."

Neste momento, o setor ainda carece de uma abordagem coordenada e baseada em standards, especialmente quando se trata de governança, capacidades técnicas, certificação e colaboração. “O risco de cibersegurança é uma responsabilidade partilhada”, rematou Ken Hu, ainda acrescentando que "governos, entidades de standards e fornecedores de tecnologia precisam de trabalhar em conjunto para desenvolver uma compreensão unificada dos desafios da cibersegurança. Este deve ser um esforço internacional. Precisamos de definir metas partilhadas, alinhar responsabilidades e trabalhar em parceria para construir um ambiente digital fiável que responda aos desafios de hoje e de amanhã.”

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Ler 405 vezes Modificado em Jun. 17, 2021
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