“Tudo vai ficar bem”. Carregada de simbolismo e esperança, esta expressão tornou-se símbolo de um desejo apadrinhado por todos nós. Para que este “tudo vai ficar bem” se concretize e faça sentido, torna-se essencial a contribuição de cada um de nós, seja no estrito cumprimento das normas higieno-sanitárias impostas, seja na solidariedade e entreajuda que o momento exige ou, como muitas empresas e serviços, na tomada de medidas que mitiguem o impacto económico da pandemia sobre o orçamento de cada família.

Todos somos chamados, na medida das nossas capacidades, a agir e as instituições bancárias não ficaram de fora. Uma das primeiras medidas emanou da entidade reguladora do setor, o Banco de Portugal (BdP). No passado mês de Março, e em linha com o conselho dado aos consumidores para que utilizassem o contactless no pagamento dos seus bens e serviços, o BdP decidiu aumentar o valor máximo de transação por contactless de 20€ para 50€.

Mais recentemente, o mesmo Banco de Portugal decidiu aliviar algumas regras de concessão de crédito pessoal às famílias, dado ao contexto atual e à crise provocada pelo novo coronavírus. A medida vai permitir que os clientes em dificuldades fiquem dispensados do pagamento regular das prestações nos créditos que forem agora contraídos.

Na pratica, os créditos pessoais com maturidades até dois anos e que sejam devidamente identificados como destinados a mitigar situações de insuficiência temporária de liquidez por parte das famílias deixem de ter de cumprir um limite ao rácio de DSTI [taxa de esforço]. De igual modo, está também prevista a redução da maturidade máxima do crédito pessoal para sete anos, exceto para as finalidades de educação, saúde e energias renováveis, em que continuará a ser 10 anos desde que estas finalidades sejam devidamente comprovadas.

Este tipo de medidas levou a maior parte das instituições bancárias portuguesas a operarem mudanças na sua forma de atuar. Conversão total dos seus cartões em cartões com tecnologia contactless, abertura de linhas de crédito e reforço das existentes para as empresas, suspensão de comissões nas transações comerciais, eliminação da comissão mínima nas transações realizadas nos Terminais de Pagamento Automático ou o prolongamento de prazos de pagamento forma algumas das muitas medidas que os players do setor decidiram alavancar neste período de crise sanitária e económica para fazer face às necessidades de particulares e empresas.

Adesão Digital: a nova realidade

Há, porém, uma outra medida tão importante como todas as que elencamos acima: a adesão digital. De modo a aplacar o justificado medo de infeção das pessoas aquando de uma saída de casa, as instituições bancárias decidiram fazer migrar para o universo digital muitas das tarefas que, anteriormente, eram apenas passíveis de serem executadas num balcão.

Este foco nas pessoas, especialmente os mais jovens e os mais idosos, e nas suas necessidades levaram instituições bancárias a fortalecerem a sua presença digital fornecendo aos seus clientes a possibilidade de contratualizarem cartões de crédito e créditos pessoais de forma estritamente online.

Uma dessas instituições foi o Unibanco que, fazendo da sua larga experiência no mercado digital, decidiu alargar a sua atuação online com o lançamento da campanha “Eu conto com o Unibanco no meu dia-a-dia” e oferece aos clientes a possibilidade de contratualizarem o seu cartão de crédito Unibanco e/ou crédito pessoal com adesão 100% digital através do seu website, dispensando a necessidade de recorrer ao papel. Para além dos serviços propriamente ditos, o spot da campanha, filmado por atores e influenciadores portugueses através dos seus telemóveis e a partir das suas casas, mostra de uma forma divertida as diferentes situações em que os portugueses podem, depois de fazer o cartão de crédito Unibanco, utilizar o seu cartão na sua nova rotina.

Sublinhando o já longo trajeto da marca no trabalho “à distância com o cliente, sem balcões, por correio, por voz e até mesmo por digital”, Marília Araújo, diretora do Unibanco, explica em entrevista à TEK Sapo, que o objetivo por detrás deste lançamento foi “continuar a garantir a proximidade remota que o Unibanco tem com os seus clientes, tornando a sua vida financeira ainda mais descomplicada”. “Nós não somos só digitais: queremos ser digitalmente humanos”, acrescenta a responsável.

Depois de escolher o produto financeiro que pretende, cartão de crédito ou crédito pessoal, e ler toda a informação para compreender as vantagens e condições, segue-se o preenchimento do formulário que lhe dará de imediato uma pré-análise. Após estes dois passos, o cliente deve escolher a opção aderir 100% digital e entrará, então, na plataforma que permite comprovar a sua identidade com cartão de cidadão e câmara, introduzir a documentação necessária e assinar com código recebido via SMS no seu telemóvel.

Com todo o processo a exigir o comprovativo de identidades com cartão de cidadão, câmaras e códigos recebidos por SMS, é natural que perguntas relacionadas com a segurança de dados tão sensíveis surjam. Porém, Marília Araújo tranquiliza os clientes: “o Unibanco trabalha com especialistas de cibersegurança na área da identificação e contratualização digital para garantir que os dados dos clientes não caiem nas mãos erradas e que os padrões de segurança que são exigidos neste tipo de soluções são cumpridos”.

Ajustar limites de pagamento, abrir linhas de crédito a empresas, incentivar o uso da tecnologia contactless nos pagamentos ou aderir a um cartão de crédito online são medidas que, replicadas por outras áreas em consonância com o seu ramo de atividade, têm feito de Portugal um exemplo mundial na forma de como lidar com a pandemia e com os problemas económicos e sociais que dela advieram. “Tudo vai ficar bem”, sim, mas só se todos, sem exceção, contribuirmos para isso.

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