Os especialistas da Kaspersky detetaram 53.531 arquivos maliciosos ou potencialmente indesejados "disfarçados" em livros didáticos e trabalhos académicos de faculdades e universidades. De agosto de 2018 a julho de 2019, ocorreram 356.662 ataques desta natureza com 104.819 utilizadores afetados, uma diminuição de 21%, quando comparado com os números do ano anterior. Este dado é uma das principais conclusões do relatório da Kaspersky ‘Back to School Report’.

Os livros são uma parte fundamental de qualquer programa educacional, tendo a sua maioria um custo elevado. Por esse motivo, é possível encontrar muitos livros didáticos e trabalhos académicos prontos para download em sites ou fóruns não oficiais que permitem economizar esse investimento. Na realidade, os hackers aproveitam-se desta necessidade para propagar malware.

No total, nesses 12 meses, foram encontradas 17.755 ameaças em livros didáticos, a maioria dos quais livros de inglês (2.080), manuais de matemática (1.213) e literatura (870). Muitas das ameaças ocultas nesses livros e obras levaram ao download de diferentes arquivos: desde um adware malicioso até a um software indesejado, passando por um malware extremamente perigoso, cujo o objetivo era roubar dinheiro.

As 35.776 ameaças restantes foram ocultadas em trabalhos e documentos académicos. Quando os investigadores examinaram os documentos com mais precisão, identificaram algo incomum. Em 35,5% dos casos, o malware mais popular era um worm, com oito anos de idade, um tipo de ameaça antiquada e, atualmente, praticamente inexistente.

Além disso, foi distribuído ativamente através de um vetor de ataque específico: as pens USB. Após um exame detalhado, os especialistas concluíram que o worm "vive" nos computadores que os alunos utilizam nos centros de impressão – que, na grande maioria dos casos, não têm qualquer atualização periódica de segurança durante anos e executam versões antigas de software -, onde chegam através do que parecem ser trabalhos para imprimir.

"Os estudantes que tentam evitar o pagamento de livros didáticos e outros materiais educacionais estão a criar uma oportunidade para os hackers. Esta situação torna-se um problema para as escolas, pois uma vez que a infeção é introduzida no computador da rede escolar pode propagar-se facilmente. Nem todos os centros estão preparados para dar uma resposta eficaz a estes incidentes, uma vez que as organizações educacionais são consideradas um alvo atípico para os hackers que aproveitam todas as oportunidades para ataques. Desta forma, as medidas de precaução são vitais para essas organizações", revela Maria Fedorova, especialista em segurança da Kaspersky.


Recomenda-se que os alunos sigam os seguintes conselhos:

  • Não abrir anexos de emails suspeitos ou provenientes de estranhos;
  • Pesquisar livros offline ou em bibliotecas digitais de confiança;
  • Prestar atenção à extensão do arquivo que descarregou. Se estiver a fazer o download de um documento académico, o arquivo não tem que terminar em .exe;
  • Prestar atenção às pessoas que lhe oferecem pens com trabalhos para serem partilhados. Não se deve aceitar pens USB de alguém que não conhece;
  • Utilizar uma solução de segurança de confiança, como o Kaspersky Internet Security. Configure-o para verificar automaticamente os arquivos sempre que conectar um disco externo ou USB ao seu computador.

 

A Kaspersky aconselha universidades e escolas a tomarem as seguintes precauções:

  • Utilizar uma versão atualizada do Sistema Operativo e outras aplicações;
  • Utilizar um produto de segurança cibernética destinado a organizações como o Kaspersky Endpoint Security for Business, que pode proteger redes de escolas ou universidades contra qualquer ameaça.
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