Instagram é uma das principais ameaças de phishing no 1.ºT de 2019 - Wintech

A Kaspersky acaba de publicar as conclusões do seu mais recente relatório de Spam & Phishing relativo ao primeiro trimestre de 2019. Neste estudo destaca-se entre as várias conclusões o facto de Portugal ocupar o 4º lugar na lista de países com maior proporção de ataques de phishing com uma percentagem de 16.86%. De notar ainda um registo de um aumento dos ataques ao sector bancário.

O Instagram e as suas novas funcionalidades

Os ataques de phishing já ultrapassaram os emails e, muitas vezes, os hackers utilizam o Instagram para os levarem a cabo, dada a popularidade da rede social: não só deixam hiperligações nos comentários, como fazem também o registo de contas, pagam publicações publicitárias e chegam até a contratar celebridades para que distribuam conteúdo.

A publicidade que não é legítima acaba por atrair as vítimas através da compra de um produto ou serviço a um preço muito vantajoso. Como é habitual neste tipo de esquemas, é solicitado ao consumidor uma grande quantidade de informação – desde o nome até aos dados financeiros. Como seria de esperar, no final do processo o utilizador não obtém nada – apenas entrega os seus dados ao hacker.

Apresentação dos novos produtos da Apple

Na véspera da última apresentação dos produtos da Apple, no passado mês de março, os investigadores da Kaspersky detetaram um aumento brusco no número de tentativas por parte de hackers, de direcionar os utilizadores a páginas web falsas que simulavam ser as páginas dos serviços oficiais da Apple.

O lixo dos correios eletrónicos está inundado de phishing e é aí que os hackers, em nome das empresas, tentam persuadir os destinatários destes emails para que sigam a hiperligação que lhes é enviada e entrem numa página de início de sessão falsa da Apple ID, onde são levados a colocar os seus nomes de utilizadores e palavras-passe.

Ataques ao sector bancário

A proporção de ataques a organizações de crédito sofreu um aumento de 5,23 pontos percentuais face ao 4º trimestre do ano passado e apresenta agora uma percentagem de 25,78%. No primeiro trimestre, os hackers que utilizam técnicas de phishing utilizaram eventos populares para convencer as vítimas de que a mensagem enviada era verdadeira, como por exemplo, o ataque terrorista em Kraichster. Os hackers esperavam que este truque, em conjunto com o nome do banco da Nova Zelândia, apresentado como remetente, concederia credibilidade à mensagem. A mensagem informava que o banco teria introduzido novas funcionalidades de segurança e que para as utilizar era necessário atualizar os detalhes da conta. Ao fazer o clique na hiperligação, o utilizador chegava a um site de phishing que simulava ser a página do início de sessão da conta pessoal do banco neozelandês. Ao introduzir os dados no site e depois de fazer o clique no botão de iniciar sessão, toda a informação seria transferida para os hackers.

Outras ameaças que continuam a estar presentes neste trimestre centram-se em criptomoedas, phishing em nome de serviços de email, serviços falsos de suporte técnico, ameaças sobre a difusão de vídeos comprometedores dos utilizadores, etc.

Outras conclusões do estudo

Phishing:

  • No primeiro trimestre de 2019, o módulo anti-phishing da Kaspersky neutralizou 832.308 tentativas de direcionar os utilizadores a páginas falsas, mais 24% face ao trimestre anterior. A proporção de utilizadores únicos atacados chegou aos 12,11% do número total de utilizadores de produtos da Kaspersky no mundo.
  • O sector bancário continua a ser o primeiro alvo de phishing, seguido pelos portais globais e sistemas de pagamento.
  • No que diz respeito aos países vítimas de ataques de phishing, o país com a maior proporção de utilizadores atacados no primeiro trimestre de 2019 foi o Brasil: 22%. Atrás do Brasil está a Austrália (17%), segue-se Espanha (16,96%) e logo Portugal (16,86%) com uma percentagem muito semelhante ao país vizinho. A Venezuela ocupa o quinto lugar (16,72%).

Spam:

  • No primeiro trimestre de 2019, a maior proporção de spam registou-se durante o mês de março: 56,3%. A percentagem média de spam no tráfego global de emails foi de 56%, número quase idêntico (mais 0,07%) ao do quarto trimestre de 2018.
  • No que diz respeito aos principais países fonte de spam, a China (16%) e os U.A. (13%) continuam a ocupar os primeiros lugares no ranking. A Alemanha, que costumava estar entre os três primeiros, ficou em quinto lugar (5,86%), cedendo o terceiro lugar à Rússia (7%) e deixando passar para quarto o Brasil (6,95%).

 

A versão completa do relatório pode ser consultada na Securelist.

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