Os avanços na tecnologia significa que os empregos estão a mudar todos os dias. Até mesmo setores mais tradicionais como a medicina e a agricultura estão em constante evolução para se adaptarem as tecnologias de que agora dependem.

Alguns exemplos dos empregos para os quais os estudantes se estão a preparar incluem:

  • Tele-cirurgiões: Os cirurgiões vão deixar de estar presentes na sala de operações; em vez disso, irão operar remotamente através de máquinas inteligentes sem nunca tocarem nos seus pacientes;
  • Especialista de interação entre Humanos e Robôs: Se os robôs irão viver e trabalhar lado a lado com os humanos, terão de ser ensinados a interagir com uma complexa rede de ações e emoções humanas – e os humanos terão de aprender a comunicar eficazmente com uma máquina;
  • Arquiteto de Realidade Aumentada: A realidade aumentada transforma as experiências ao mapear imagens virtuais para as tornar reais. Arquitetos de realidade virtual conseguirão mapear virtualmente modelos 3D de um edifício no local onde ele irá ser erguido, para melhor se perceber o seu enquadramento com o ambiente à sua volta;
  • Programador de smart homes: Uma smart home obriga a um ecossistema adaptado ao habitat, às necessidades, ao espaço e às dinâmicas do seu ocupante e da sua família. Programadores criativos necessitarão de desenvolver sistemas e algoritmos que se adaptam a uma vasta variedade de smart homes;
  • Estilistas de impressão 3D: O vestuário será cada vez mais gerado por computadores, revolucionando o processo de fabricação. Um estilista 3D terá de desenvolver peças de roupa que possam ser desenvolvidas, na totalidade, por máquinas;

Steve Sully, Diretor Adjunto da agência de recrutamento global Robert Half Technology afirma: “É surpreendente que apenas 40% dos alunos assumam que as suas carreiras ainda não existem, uma vez que quase todas as carreiras sofrerão alterações exponenciais durante os próximos 20 anos à medida que a indústria e a tecnologia 4.0 – e especialmente a IA – revolucionam o mundo do trabalho e as aptidões e conhecimentos necessários. A adaptação e a aprendizagem são essenciais, pelo que os estudantes devem sempre considerar a forma como as suas aptidões se podem adaptar a qualquer carreira que acabem por escolher.

Garantir a segurança destas futuras profissões, que estarão totalmente dependentes de tecnologia e sistemas conectados, será o grande desafio das equipas de cibersegurança.

Eugene Kaspersky afirma, “A cibersegurança é essencial hoje em dia e será cada vez mais à medida que a tecnologia se torna o mediador principal destas futuras profissões. Desde à segurança dos pacientes à proteção dos cidadãos contra uma avaria da IA, a segurança deve ser considerada em todos e em cada um dos processos tecnológicos, uma vez que os hackers continuaram a tentar explorar as oportunidades que surgem de um mundo cada vez mais conectado. Atualmente existe uma verdadeira falta de aptidões no setor, pelo que aconselho os estudantes a enveredarem por esta indústria essencial.”

A Kaspersky Lab está a encorajar os jovens a serem criativos na forma como pensam na proteção contra as ameaças do futuro, com a sua mais recente competição para estudantes, a Secur’IT Cup. A competição é aberta a estudantes de todo o mundo, independentemente da sua experiência académica. Os participantes têm a hipótese de ganhar $10.000 dólares, além de trabalharem lado a lado com estudantes que partilham o seu entusiasmo pela cibersegurança e experimentarem em primeira mão como é a indústria de cibersegurança. O objetivo desta edição é o de resolver problemas que, ainda há uns anos pareciam de um futuro distante, mas que são uma realidade da tecnologia e da indústria atual:

  • Saúde conectada – proteger as máquinas conectadas que os cirurgiões utilizarão para operações contra malware e contra o controlo de terceiros;
  • IoT – o ecossistema de uma smart home deverá ser protegido contra ameaças derivadas de falhas de sistemas e que permitem a entrada de um hacker na rede;
  • Segurança pessoal – desenvolver um conjunto forte de regras éticas para interações entre humanos e robôs será uma das tarefas mais importantes a nível de especialistas de segurança, de forma a garantir a segurança de robôs tal como a de humanos.

Sobre o concurso, Patimat Darbisheva, uma das finalistas do ano passado com um projeto direcionado à prevenção de espionagem industrial, afirma: “A participação no Secur’IT Cup dá-nos uma oportunidade de ganhar experiência a resolver problemas interessantes e reais que envolvem diversas áreas e campos de especialidade. Permite-nos pôr as nossas aptidões em prática mesmo quando não temos a experiência. Nem sequer é preciso ter um conhecimento ou experiência profundos de IT porque a competição obriga-nos mais a ter uma mente aberta e criativa, capaz de resolver problemas e apresentá-los de uma forma atrativa! Toda a atmosfera de entusiasmo da competição ajudou-me a acreditar mais em mim própria e adorei conhecer tantas pessoas novas de diferentes locais e backgrounds na final.”

Mais informações sobre a Secur’IT Cup estão disponíveis no site oficial. As inscrições decorrem até ao final do mês de Setembro e os interessados só têm de se dirigir ao site da Kaspersky Lab e escolher qual a área que gostariam de investigar e desenvolver soluções de segurança.

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