É normal que se associe o blockchain às criptomoedas. Afinal, ambas as tecnologias são bem conhecidas no mundo online. No entanto, o blockchain vai muito além da sua conexão com as criptomoedas, pois trata-se de uma tecnologia que já é utilizada em diversos outros segmentos.

"Para a maioria das pessoas, bitcoin e blockchain são a mesma coisa. Mas faço uma analogia. A escrita foi primeiro usada pelos sumérios para contabilizar dinheiro em tábuas de barro. A primeira aplicação do blockchain é a criptomoeda, mas ele não se restringe a isso -- como a escrita não se limitou a ser usada como um livro de registos de débitos”, compara o economista brasileiro Antonio Hoffert.

Uma pesquisa relatada pelo site Computerworld UK, concluiu que, no ano passado, aproximadamente 16% das empresas internacionais já estavam a utilizar a tecnologia do blockchain nos seus sistemas. Na mesma pesquisa foi constatado que 24% das empresas estavam a planear incorporar o blockchain num futuro próximo.

A expectativa é que o futuro seja ainda melhor. De acordo com o Fórum Económico Mundial, o blockchain é a tecnologia que vai moldar o futuro, ou seja, a maioria dos segmentos funcionarão de maneira descentralizada. Esse optimismo também é partilhado na internet.

Há alguns sectores em que o blockchain já está consolidado. O póquer online é um exemplo disto, e o Coin Poker, inaugurado oficialmente em 2017, é a menção perfeita para tal. A plataforma virtual criou uma nova forma de praticar este desporto, e a criptomoeda e o blockchain aplicado ao póquer trazem vários benefícios para o competidor que são possíveis apenas com essa tecnologia.

Assim como o Coin Poker, há outras empresas estão a nascer com o blockchain já instalado no DNA. É o caso da La’Zooz, uma aplicação de mobilidade urbana que aparece como uma futura concorrente ao Uber. Através de um sistema descentralizado, a La’Zooz conecta passageiros do mundo inteiro através de tokens.

Já o segmento financeiro vislumbra um grande potencial no blockchain, e isso faz com que várias empresas mundiais trabalhem com essa tecnologia. Grandes marcas como JP Morgan, Citibank, American Express, Visa, MasterCard e tantas outras testaram softwares com blockchain nos últimos dois anos.

A JP Morgan, por exemplo, tem uma equipa para o desenvolvimento de aplicações relacionadas ao blockchain chamada Quorum. Como uma das empresas que mais investe nessa tecnologia, a JP Morgan continua firme como uma das líderes no sector financeiro.

“Bancos e empresas financeiras estão muito interessadas no blockchain para optimizar várias das suas aplicações”, afirma Scott Carey, jornalista do site Computerworld UK.

Outros sectores como farmácia, saúde, automóvel e aviação também estão com projectos desenvolvidos a partir do blockchain. Neste ano, segundo o Mobility Open Blockchain Initiative, as construtoras Renault, BMW, GM e Porsche querem investir neste sistema.

No sector da farmácia, por exemplo, os remédios podem ser facilmente rastreados com essa tecnologia. “Ao utilizar isso, é possível saber aonde está a mercadoria de forma bem simples”, disse Scott Allison, presidente da DHL. “Esse tipo de informação com o blockchain não pode ser alterada, e isso oferece uma segurança jamais vista antes”, completa.

Pelo facto de ainda ser algo recente, o potencial do blockchain ainda deverá ser muito mais explorado, e há vários desafios que os programadores devem superar. No entanto, já está bem claro que essa tecnologia chegou para optimizar empresas de diferentes segmentos. Para os mais optimistas, trata-se da tecnologia do futuro.

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