O Universia (http://www.universia.net), a rede de universidades presente em 23 países ibero-americanos, e o Trabalhando.com (http://www.trabajando.com), uma comunidade laboral formada por uma ampla rede de sites associados lançaram o 2º inquérito de Emprego de 2013.Trata-se de um estudo realizado com o objectivo de conhecer as intenções dos universitários em relação ao papel das redes sociais na procura de emprego.

 

 

O estudo revela que 89% dos inquiridos considera que as redes sociais podem ajudar na procura de emprego. As razões apontadas para tal prendem-se com o facto de, na opinião de 33% dos estudantes, as redes sociais permitirem optimizar o tempo, funcionar como mais um canal de pesquisa (36%), além da possibilidade de viralizar o CV (15%). As novas tecnologias também influenciam o tipo de resposta, já que ao disporem de uma imensa variedade de formatos, as redes sociais permitem apresentar-se de forma mais criativa (16%).

 

 

 

Por outro lado, enquanto 11% considera que as redes sociais não podem ajudar na procura de emprego, 43% argumenta que estas plataformas expõem aspetos informais da vida em contextos formais e (27%) considera que mistura vida pessoal com relações profissionais, duas questões íntimas que podem prejudicar a dimensão pública.

 

Relativamente ao perfil que desconfia da ajuda das redes sociais para encontrar trabalho, 49% afirma nunca ter procurado emprego através destas ferramentas, e 98% confessa que nunca o chamaram para uma entrevista apenas por ter um perfil numa rede social.

 

 

 

Conscientes do benefício laboral que se pode obter, 51% já procuraram emprego através deste tipo de redes sociais. Relativamente aos meios mais utilizados para alcançar este objetivo, a maioria (46%) tende para usar o Facebook, a rede com mais utilizadores do mundo, seguido do Linkedln (37%), uma das redes considerada mais confiável para este fim, bem como do Google+, a plataforma social do conhecido servidor de busca (14%), enquanto o Twitter parece ser usado para outros fins (3%).

 

 

 

É importante mencionar que a consideração positiva em relação às redes sociais como fator de ajuda para conseguir emprego não se reflete de forma idêntica no momento de analisar resultados de êxito, já que apenas 9% conseguiu emprego por ter utilizado qualquer uma das plataformas sociais.

 

 

 

De forma mais informal, Universia e Trabalhando.com averiguaram também qual a relação entre os empregados e os seus superiores, em relação às plataformas sociais.  Em teoria, 81% aceitaria o seu chefe como contacto numa rede social. Por outro lado, dos restantes 19%, 90% respondeu que não o teria conectado porque prefere preservar a sua intimidade. Apenas 4% refere problemas que possam surgir no trabalho e 6% não está interessado em ter o chefe como amigo.

 

 

 

 

Bernardo Sá Nogueira, Diretor-geral do Universia Portugal e do portal trabalhando.pt, salienta a importância deste estudo para “se apurar qual o papel das redes sociais na procura de emprego. Apesar das redes sociais fazerem cada vez mais parte das nossas vidas, é necessário perceber qual o nível de utilização na vida profissional dos jovens, bem como quais as redes mais procuradas para esse fim”.

 

A nível global

 

Do estudo, realizado em 10 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Portugal, Porto Rico e Uruguai), participaram 9.786 pessoas. Entre os inquiridos surge maior relevância feminina (53%) relativamente à (47%). Quanto à idade, 39% tem entre 18 e 26 anos e 61% tem mais de 27 anos.

 

Os dados revelados pelos portugueses são, na generalidade, semelhantes aos dos estudantes internacionais, embora a taxa de sucesso na obtenção de emprego através das redes sociais seja superior a nível global, com 23% dos inquiridos a responder afirmativamente. Houve ainda divergências quanto à classificação das plataformas sociais consideradas mais eficazes para este fim, a nível global: Google+ (34%), seguido do Facebook (32%), LinkedIn (27%) e por último surge o Twitter (7%), com uma relevância um pouco maior do que em Portugal.

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