A ESET, empresa europeia especialista em cibersegurança, divulgou o seu mais recente relatório sobre as atividades de grupos de ameaça organizados – designados grupos Advanced Persistent Threat (APT) – selecionados que foram observados, investigados e analisados pelos investigadores da ESET de abril de 2023 até o final de setembro de 2023.

A investigação da ESET descobriu campanhas de ciberataque levadas a cabo por grupos APT alinhados com a China na União Europeia (UE) que exploraram vulnerabilidades para extrair dados de entidades governamentais e organizações associadas. Além disso, o relatório acompanha a evolução da ciberguerra conduzida pela Rússia na Ucrânia, desde atividades de sabotagem a espionagem.

A ESET, empresa europeia líder em soluções de cibersegurança, revelou detalhes sobre um cryptor – uma camada de defesa usada por cibercriminosos para camuflar o código de malware e evitar deteções – com circulação à escala global usado por dezenas de famílias de malware. Designado AceCryptor, esta camuflagem de malware é usada desde 2016 e contribui para espalhar malware em campanhas por todo o mundo.

Uma maioria esmagadora das empresas inquiridas (91%) reportou pelo menos um incidente de cibersegurança no ano passado, o que representa um aumento de 3% em relação ao período homólogo anterior. Esta é uma das principais conclusões do estudo da Deloitte Global Future of Cyber Survey 2023 que conta com entrevistas a mais de 1.000 líderes em 20 países de todo o mundo e constitui a maior pesquisa da Deloitte nesta área, até hoje.

Uma das principais conclusões do mais recente Threat Landscape Report, relatório bianual desenvolvido pela S21sec, é de que os dispositivos móveis se tornaram um dos principais alvos dos cibercriminosos nos primeiros seis meses do ano, com um aumento significativo na atividade de malware móvel.

De acordo com o Relatório Digital Global Statshot publicado em abril de 2022, das 7,93 mil milhões de pessoas na Terra, 67% da população mundial utiliza atualmente um dispositivo móvel. Isto significa que mais de 5,32 mil milhões de pessoas em todo o mundo têm um dispositivo móvel, armazenando cada vez mais informação sensível tanto na memória do dispositivo como na cloud: desde fotografias pessoais a dados bancários, palavras-passe e informação da empresa onde trabalham. Desta forma, os cibercriminosos encontraram um novo alvo para os seus ataques, com a capacidade de aceder a conteúdos armazenados em smartphones e comprometer qualquer informação relacionada com o utilizador.

O impacto económico de um ciberataque de larga escala é semelhante ao de um desastre natural de grandes proporções, de acordo com estimativas divulgadas esta semana pela seguradora britânica Lloyd’s.

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