Relatório da Kaspersky conclui que 33% dos inquiridos ainda tem acesso a arquivos e documentos do seu último trabalho - Wintech

Imagine que um colaborador abandona a empresa e faz uma cópia dos dados do banco ou dos dados confidenciais dos seus clientes. Quais seriam as consequências desta ação para a empresa? A desordem digital não é apenas uma preocupação para as empresas, mas também para os trabalhadores. Desta forma, a resposta é a prevenção e tudo passa pelos nossos hábitos diários.

Desta forma, a Kaspersky perguntou a trabalhadores por todo o mundo “quais são seus os hábitos de organização do frigorífico?” e verificou-se que essa organização pode ser um indicador de risco de segurança digital. A juntar a esta descoberta, 95% das pessoas que afirmou ter um frigorífico organizado ou ligeiramente organizado, também alegou ter uma vida digital organizada ou ligeiramente organizada.

Além disso, praticamente a mesma percentagem daqueles que organizam o seu frigorífico antes de irem de férias (83%), faz o mesmo com os ficheiros digitais (88%), enquanto mais de dois terços (70%) dos que compraram o mesmo artigo e o guardaram duas vezes no frigorífico por acidente (cerca de 60%) são também aqueles que revelaram já ter encontrado dificuldades em localizar um ficheiro no seu trabalho.

Os dados confidenciais da empresa também podem estar em risco

Fazer um acompanhamento dos dados que os colaboradores da empresa dispõem – onde, quando e como têm acesso aos mesmos – torna-se muito complicado. Desta forma, não bloquear os dados online pode tornar-se um quebra-cabeças a longo prazo. Já alguma vez pensou que um antigo colaborador possa estar a utilizar informação da sua empresa em seu próprio benefício? Ou, no pior dos cenários, que os possa modificar ou apagar? A recuperação destes dados implica um tempo e esforço que deveria ser dedicado a tarefas mais produtivas.

A isto há que somar a possível divulgação de ficheiros protegidos por direitos de autor, confidenciais e comerciais, bem como qualquer outro dado confidencial de uma empresa. Os hackers e os seus próprios concorrentes podem utilizá-los para seu benefício próprio. As consequências podem traduzir-se em sanções e exigências por parte dos clientes, como resultado da violação de um acordo de confidencialidade (NDA) ou da legislação da proteção de dados.

E é aqui que a geração Z desempenha um papel crucial, uma vez que, quando se comparam os hábitos de trabalho dos jovens entre os 18 e os 24 anos com os que têm mais de 55 anos, notam-se claras diferenças. O grupo mais jovem apresenta também mais probabilidades de encontrar acidentalmente informação confidencial – incluindo dados sobre salários, dados bancários ou palavras-passe – no trabalho (77% dos mais jovens versus 23% dos maiores de idade), mas também são aqueles que já encontraram mais problemas na pesquisa de ficheiros ou arquivos de trabalho (85%) em comparação com a geração mais velha (42%). Na cultura atual, onde predominam ambientes de trabalho abertos e formas colaborativas de trabalho, os colaboradores não impõem limites e têm tendência a partilha todo, o que leva à necessidade de fomentar uma maior educação sobre os riscos online entre os trabalhadores.

Desta forma, a Kaspersky recomenda às empresas um conjunto de práticas de segurança de dados, tais como:

  • Estabelecer uma política de acesso aos ativos da empresa, incluindo as caixas de correio eletrónico, pastas partilhadas e documentos online: devem cancelar-se todos os direitos de acesso assim que um colaborador abandonar a empresa.
  • Recordar as normas de cibersegurança de forma periódica aos colaboradores da empresa, para que estes percebam o que pode acontecer e para que as mesmas se convertam num procedimento natural.
  • Utilizar criptografia para proteger os dados corporativos armazenados nos dispositivos. Realizar frequentemente cópias de segurança dos dados para garantir que a informação está a salvo e que se pode recuperar, caso aconteça um acidente.
  • Fomentar bons hábitos de palavras-passe entre os colaboradores, como não utilizar dados pessoais ou partilhá-los com alguém dentro ou fora da empresa. A função de administrador de palavras-passe de um produto de proteção pode ajudar a manter as palavras-passe seguras e os dados confidenciais a salvo.
  • Se está habituado a trabalhar com serviços cloud, pode optar por uma solução de cibersegurança cloud, adaptada ao tamanho da empresa: para pequenas e médias empresas, utilize o Kaspersky Endpoint Security Cloud, e Kaspersky Small Office Security para empresas com menos de 25 colaboradores. Ambas as soluções combinam uma gestão sensível com características de proteção comprovadas para todos os dispositivos dos colaboradores.

Para obter mais informações sobre como evitar a desordem digital no local de trabalho ou para aceder ao relatório da Kaspersky, clique aqui.

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