Altice Portugal instala fibra ótica até à Estação Rádioastronómica de Porto da Balsa - Wintech

A Altice Portugal, parceira do projeto ENGAGE SKA, vai instalar fibra ótica até à Estação Rádioastronómica de Fajão-Porto da Balsa, do Instituto de Telecomunicações, permitindo assim que cientistas possam operar a antena portuguesa que contribuirá para o projeto, localizada na Pampilhosa da Serra.


Esta antena foi recuperada de uma instalação da Altice Portugal nos Açores e colocada na Pampilhosa da Serra, com apoio da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, sendo que é o ativo, a par do Data Center da Covilhã, que coloca Portugal no mapa do projeto internacional SKA (Square Kilometer Array), o primeiro radiotelescópio transcontinental alguma vez criado. A nível internacional o SKA vai somar na primeira fase 200 antenas parabólicas e quase 130 mil antenas dipolo, expandido futuramente para mais de 2000 antenas parabólicas e quase 1 milhão de dipolos, sendo que Portugal tem assumindo um papel significativo e está a trabalhar para se tornar membro do SKA, colaborando ao nível da ciência, inovação e indústria. Os cientistas portugueses estão envolvidos na investigação de Cosmologia, Evolução das Galáxias, Física Solar e Origem do Sistema solar.

Para Domingos Barbosa, investigador do Instituto de Telecomunicações e responsável pelo Projeto SKA em Portugal, “a Altice Portugal tem sido um parceiro chave neste caminho para que Portugal seja considerado no mapa do projeto SKA. Não só a antena foi recuperada permitindo que possa vir a ser uma plataforma de teste das 2 mil antenas do maior radiotelescópio do mundo, mas agora esta instalação de fibra ótica assume-se como vital para a operação da mesma”.

As ligações via WiFi, colocam em risco as operações do radiotelescópio da Pampilhosa da Serra, sendo necessária a ligação com fibra ótica de última geração nesta estação. A Altice Portugal tem investido na infraestruturação em fibra ótica das aldeias do concelhos, que se encontram todas ligadas com esta tecnologia de última geração, tendo agora acrescentado a ligação até à Estação Rádioastronómica de Porto da Balsa.

Para o CTO da Altice Portugal, Luís Alveirinho, “é um grande orgulho para a Altice Portugal poder contribuir de forma clara, através da extensão de fibra ótica até à Estação Radioastronómica, para a viabilização das observações a partir de Portugal. Esta é mais uma prova do empenho que colocamos na promoção e apoio à inovação, tecnologia e ciência. As nossas equipas têm feito um trabalho de grande envergadura na infraestruturação de todo o país, de forma a termos 100% de cobertura em fibra ótica em todo o país até 2020.”

Já o Presidente da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, sublinha a importância do projeto de infraestruturação de todo o país em fibra ótica. “Este projeto da Altice Portugal é da maior relevância e faz toda a diferença para o país, como é disso exemplo este caso concreto. O facto de as localidades e lugares do concelho já estarem todas ligadas com fibra ótica, permite que a extensão até à Estação Radioastronómica seja possível e seja feita de forma célere. Momentos como este, dão-nos a certeza de estarmos a caminhar no sentido certo: do progresso, da inovação, da tecnologia de última geração. Mais, o progresso tecnológico levado às populações,
ao tecido empresarial e científico estão plenamente alinhados com os nossos pilares de inovação e proximidade. O projeto SKA reveste-se de uma grande importância para Portugal, já que coloca o país no mapa do maior projeto internacional no que diz respeito à observação celeste e estudo dos astros. A Altice Portugal tem o seu Data Center da Covilhã mapeado para armazenar e processar parte dos dados do projeto SKA, um reconhecimento internacional que nos enche de orgulho.”

A participação portuguesa no desenvolvimento do SKA é composta por um consórcio que junta o Instituto de Telecomunicações (Pólo de Aveiro), o Instituto Politécnico de Beja e as universidades de Aveiro, Porto e Évora, através da Infraestrutura ENGAGE SKA, com apoio do cluster TICE.PT. O ENGAGE SKA visa capacitar as indústrias e universidades nacionais com uma infraestrutura de suporte às suas atividades de inovação. A curto prazo, serão feitas diversas experiências de observação do céu em NEOs, radiação sincrotrão, comunicação por reflexão lunar, e pilotos de mapeamento do lixo espacial (radar).

O Data Center da Altice está mapeado nas infraestruturas digitais que vão servir o projeto. A a forma como o Data Center e a rede nacional de dados académicos se vão entroncar é um processo que ainda decorre, podendo demorar cerca dois anos até ficar pronto o mapa detalhado das atividades.

Atualmente O Data Center da Altice na Covilhã tem mais de 300 colaboradores, é o maior centro de processamento de dados em Portugal e um dos dez maiores do mundo. O facto de ser elencado para o projeto SKA é mais uma prova do seu reconhecimento internacional.

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