O setor energético global atravessa uma profunda e acelerada transformação tecnológica que, apesar de prometer maior eficiência, está a expor as infraestruturas críticas a riscos informáticos sem precedentes. Um recente estudo conjunto da Kaspersky e da VDC Research revela que o atípico "big bang digital" nas redes elétricas tem um custo oculto severo, com mais de metade das organizações da área a reportarem incidentes de cibersegurança que resultaram em prejuízos superiores a um milhão de dólares.
Um novo estudo global da Kaspersky veio confirmar uma mudança preocupante no panorama da cibersegurança mundial: os ataques informáticos direcionados à cadeia de abastecimento ascenderam à posição de ameaça mais comum enfrentada pelas empresas ao longo do último ano. O relatório, intitulado Supply chain reaction, revela que cerca de um terço das organizações globais (31%) foi alvo deste tipo de intrusão nos últimos doze meses.
A equipa de investigação da Kaspersky detetou uma nova e inquietante ameaça no panorama da cibersegurança, batizada de CrystalX RAT. Este novo trojan de acesso remoto não se limita a comprometer os sistemas de forma furtiva, introduzindo uma invulgar componente de "prankware" que permite aos atacantes ridicularizar e perturbar psicologicamente as vítimas em tempo real.
No Dia Mundial do Backup, assinalado a 31 de março, um novo estudo conduzido pela Kaspersky revela que a esmagadora maioria dos utilizadores já converteu a sua vida para o formato digital. Os dados mostram que 84% das pessoas guardam informações pessoais e sensíveis, como documentos de identificação, registos financeiros e de saúde, exclusivamente em suportes informáticos.
A equipa Global Research and Analysis Team (GReAT) da Kaspersky revelou que o recém-descoberto exploit kit Coruna é, na verdade, uma evolução direta da infame campanha de ciberespionagem "Operation Triangulation". Através de uma análise detalhada ao código, os peritos confirmaram que os exploits de kernel presentes em ambas as ameaças foram desenvolvidos pelo mesmo autor, desmistificando a ideia de que o Coruna seria apenas uma compilação de ferramentas maliciosas independentes recolhidas na internet.