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FEV 13
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«Battlefield 1»
por João Fernandes

A DICE, um estúdio sob a alçada da Eletronic Arts, lançou no final do ano passado um dos jogos mais esperados de 2016 com o regresso de um novo titulo da saga Battlefield.

Assim, há algumas semanas, recebemos o jogo Battlefield 1 para instalar na nossa consola Xbox One, e tivemos a hipótese de reviver algumas das batalhas mais sangrentas da história mundial.

 

Na realidade, em Battlefield 1, o jogador é levado a voltar cem anos atrás no tempo e a voltar a viver a primeira grande guerra mundial, onde muitos foram os heróis que tentaram a todo o custo sobreviver em cada batalha.

 

História

Ao longo da narrativa de Battlefield 1, somos levados a viver a Primeira Guerra Mundial e a vestir a pele de vários “guerreiros” que lutam e tentam a todo o custo sobreviver em cada batalha em diversos pontos do globo. No total são 5 histórias que temos de viver, e onde, na pele de cinco personagens somos transportados para uma ação onde são detalhadas as batalhas e toda a sua envolvência desde o local onde se desenrola a ação, as armas, os equipamentos usados, os veículos e a missão a cumprir.

Toda ação é acompanhada de uma narrativa que transparece emoção e que destacam os sentimos humanos vividos durante este cenário que, recorde-se, prometia terminar todas as outras guerras…

 



Jogabilidade

Cada personagem que “vestimos” apresenta uma forma e um ponto de vista de como são encaradas as batalhas. Edwards Towsend é o primeiro soldado que tem como missão principal manobrar um gigantesco e brutal tanque de guerra. O segundo combatente é Clyde Blackburn, um piloto de avião. Luca Vincenzo, combate com uma armadura protetora, Fred Bishop tem um forte suporte marítimo e Zara Ghufran, vive uma aventura no deserto. A ordem de cada ação é totalmente independente, bastando ao jogador optar por onde quer começar a ação, enquadrando-se naquilo que este jogo também pretendia: retratar a guerra em diversas partes do globo desde os desertos do Médio Oriente até aos céus da Frente Ocidental.

De notar que nenhuma das personagens que somos levados a vestir tem algum tipo de relação com a narrativa apresentada, ou seja, apesar de não terem a ver diretamente com a forma como é narrada a história todas têm sentimentos em comum: têm a noção da guerra, realçam a tristeza da batalha, a dor de olhar à sua volta e ver os seus companheiros de guerra a serem baleados e a ficarem por ali e, claro está, a incerteza de se saber se vão voltar a casa no final de cada batalha, de cada guerra… Toda a emoção é retratada fielmente, apresentando um lado obscuro e cruel e, de certa forma, apresentando uma humanidade rara de viver e assistir neste tipo de jogos de guerra.

A ação no modo de single player consegue ser superada, em média, em cerca de seis horas que, apesar de ser considerada como curta, é sem duvida alguma uma das histórias mais envolventes e empolgantes desta “saga”. Toda a envolvência sentida durante Battlefield 1 inclui combates intensos, explosões surpreendentes, cenários que se destroem à medida que são alvejados, artilharia de todo o tipo, veículos de grandes dimensões, vivencias em diversos lugares e muita destruição característica de qualquer cenário de guerra.

 



Todas as missões exploram os contextos vividos durante a Primeira Guerra Mundial, onde o jogador o posto à prova em situações de grande ação e onde as referências a todo o material, ferramentas e artilharia é reproduzida fielmente. Ao longo destas missões, o jogador é ainda levado a ter de cumprir determinados objetivos que passam, por exemplo, por chegar a um determinado ponto sem ser visto, reparar tanques ou pilotar um avião.

Resumidamente, e em particular para quem não está tão “batido” neste tipo de jogos, é necessário estar alerta com tudo o que se passa, e, de certa forma, temos de ser inteligentes de forma a que consigamos ultrapassar com sucesso todos os desafios com que nos deparamos…

 

Gráficos e Som

Em termos gráficos, registamos com agrado que Battlefield 1 está de facto soberbo, muito por culpa do motor Frostbite 3 que consegue transmitir uma experiencia visual de grande nível com destaque para os efeitos de luz, as texturas, as expressões faciais das personagens, os efeitos aplicados nas explosões, tudo o que se passa na ação apresenta um nível de detalhe bastante bom sem comprometer o desempenho da consola.

No que diz respeito ao áudio implantado no jogo, os efeitos estão igualmente bastante bem conseguidos, com os ruídos de cada arma, veiculo ou equipamento manobrado a serem fielmente reproduzidos. Uma reprodução que, desta forma, consegue ainda dar maior envolvência à ação.

A banda sonora é igualmente muito boa, conseguindo dar ainda maior enfase a ação enquanto esta se desenrola. As falas, infelizmente, estão no Português do Brasil, pelo que consideramos que a Electronic Arts já poderia ver o nosso país, embora pequeno, como uma referencia, no fundo tal como fazem alguns estúdios de jogos em algumas plataformas. O Português de Portugal seria assim muito bem-vindo, ainda assim, o facto de estar em Português (ainda com sotaque) acaba por facilitar a interpretação da ação e a perceber o que se pretende em cada missão.

 



Multiplayer

Mas nem só do modo de jogo Single Player vive Battlefield 1, e uma das opções que é, sem duvida, há muito apreciado neste jogo (desde o tempo em que foram feitas as primeiras Beta publicas) passa pelo modo Multiplayer. Aliás, este é mesmo um dos modos favoritos por parte dos jogadores que, apesar de estarem perante um jogo com uma campanha Single Player de curta duração, acaba por servir de “alicerce” para alimentar este titulo pois é sem duvida muito mais desafiante combater contra a inteligência humana do que contra a inteligência artificial do jogo.

Existem diversos modos de jogo, alguns deles mais vulgares neste tipo de jogos como é o caso da Conquista, onde é possível num cenário com até 64 jogadores lutar pelo controle de objetivos chaves. Dominação é um modo de jogo MultiPlayer que acaba por oferecer um combate acelerado, focado na infantaria, em ambientes confinados. É uma versão menor de Conquista, porém mais focada, e a luta gira em torno de objetivos estratégicos. Cada Equipa por Si concentra-se, na sua essência, na simplicidade brutal do combate de infantaria: ou mata ou pode ser morto. Este modo coloca o jogador contra o inimigo sendo necessário derrotar o maior número de inimigos possível protegendo-se assim como os seus aliados. O vencedor é aquele que causar mais baixas ao inimigo num período de tempo definido.

Mas, além destes modos mais clássicos, a DICE integrou mais alguns também bastante curiosos e emotivos como é o caso do modo Investida, onde as forças de ataque devem encontrar e destruir os telégrafos das forças de defesa, que podem ser usados para chamar os ataques da artilharia. As forças de defesa podem negar a missão das forças de ataque desarmando os explosivos que plantam, mas se os telégrafos forem destruídos, os defensores devem recuar para o outro setor. As forças de ataque vencem a batalha se as posições dos telégrafos em todos os setores forem destruídas. As forças de defesa saem vitoriosas se puderem deixar os atacantes sem reforços ou se tiverem pelo menos uma posição de telégrafo intacta quando o tempo acabar. Outro dos modos inovadores, é o Pombos de Guerra sendo que neste caso o objetivo passa por usar pombos-correios para chamar barragens de artilharia sobre o inimigo. Quando o jogo começa, um pombal com um pombo-correio é posto num determinado local do mapa, sendo que é necessário localizar o pombo antes que o inimigo o faça. Depois é necessário levá-lo para um local seguro num campo aberto, e preparar uma mensagem para enviar de forma a chamar o suporte da artilharia. Assim que a mensagem for enviada com sucesso, uma barragem de artilharia vai atacar o inimigo. A equipa vencedora é determinada quando é conseguido, com sucesso, o envio de três mensagens com recurso aos pombos correios.

Apesar destes modos serem bastante interessantes, diversificados e intensos, o modo de jogo mais relevante é o denominado Operações. Neste modo de jogo, podemos optar por fazer parte da equipa de atacantes ou de defensores, sendo necessário ultrapassar alguns objetivos e chegar a determinados pontos presentes nos mapas. Neste modo, as batalhas são mais prolongadas e reproduzem também alguns dos combates existentes no modo Single Player, existindo ainda algumas características próprias e exclusivas deste modo de jogo e que não podem ser vivenciadas nos outros modos de jogo.

 

Imagens

 

DLC’s

A DICE não quis deixar que o jogo “caísse” ao fim de algumas horas de jogo ou se limitasse aos frenéticos modos de jogo MultiPlayer e decidiu também criar uma série de DLC’s que podem ser usados pelos fãs desta franquia para personalizar ainda mais o jogo Battlefield 1. Obviamente que este acesso aos extras tem um custo e que pode ser adquirido em conjunto com o jogo.

 

Conclusão

Battlefield 1 é um titulo obrigatório tanto para quem segue a saga como para quem gosta deste tipo de jogos de ação. Desde a história apresentada passando por toda a ação, flexibilidade de jogo, efeitos sonoros, efeitos visuais e envolvência, tudo se apresenta de uma forma perfeita, em parte, graças ao que é proporcionado pelo motor de jogo Frostbite assim como pelo esforço (bem-sucedido) realizado pela DICE para tornar este titulo como um dos melhores jogos de ação de sempre.

Sobre o autor
João Fernandes
Author: João Fernandes
CEO da Wintech
Apaixonado pela tecnologia e tudo o que a rodeia, é o redator e responsável pelos conteúdos do site.

Classificação

Espetacular
"Battlefield 1 é um titulo obrigatório tanto para quem segue a saga como para quem gosta deste tipo de jogos de ação"
9,5
  • 10Gráficos
  • 9Som
  • 9Jogabilidade
  • 10Nível de Envolvência
  • Comentários

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