A Microsoft lançou no passado mês de agosto a segunda geração da sua mais recente consola batizando-a de Xbox One S.

Agora, e passado alguns meses de estar no mercado, esta consola chegou até à redação da Wintech, pelo que surge assim a oportunidade de darmos aos nossos seguidores um parecer sobre este equipamento que, recorde-se, tem tido um crescimento de vendas a nível global.

 

 

Unboxing, primeiras impressões e algumas considerações técnicas

 

Uma vez tirada na caixa, e quando comparada com a geracao anterior, destaca-se desde logo o tamanho da nova One S. Com um volume mais reduzido (cerca de 40% menos) a nova Xbox One S apresenta-se com um design que permite, por exemplo, ser usado tanto na vertical como na horizontal, algo que é muito bem-vindo, pois apresenta assim uma maior flexibilidade de utilização por parte do consumidor.

As ligações mantem-se, ou seja, existe a possibilidade de poder ser usada com um centro multimédia onde pode ser ligada a box do operador de televisão por cabo (ou satélite) graças ao HDMI IN, ligação de rede RJ45, ligações USB (USB 3.0, 1 na parte frontal e mais duas na traseira), saída de som ótica digital, a habitual saída HDMI para ligação ao televisor, ligação Wi-Fi e (um dos grandes destaques) a ligação direta à energia sem que seja necessária a utilização de um transformador tal como acontecia com a Xbox One.

Estes são os principais argumentos estéticos que saltam desde logo à vista aquando das primeiras utilizações da consola.

Em termos técnicos, há assinalar o suporte ao HDR e à reprodução de vídeo em 4K, algo que estava arredado na versão anterior da consola. Ainda assim, de realçar que a possibilidade de tirar partido destas tecnologias está também dependente da utilização de um televisor com este suporte, pois caso contrario, tudo é igual ao que era apresentado pela geração anterior da Xbox One.

 

youtube.com/watch?v=XuTwtOo88r8

 

Para descomplicarmos um pouco estes termos, e começando pelo HDR, esta é uma tecnologia que passa por oferecer uma maior gama de cores, onde os brancos são mais brancos e os pretos são mais pretos, ou seja, uma maior palete de cores que dá maior qualidade visual e um maior dinamismo e realismo.

No que diz respeito ao 4K, este só é possível na utilização da unidade Blu-Ray, de filmes, ou de aplicações (tipo Netflix), quer isto dizer que apenas será visível em TVs com esse suporte e em filmes ou jogos que tenham já sido desenvolvidos com esse propósito. Há ainda a revelar que o 4K acontece através do upscale, ou seja, é apenas uma “ampliação da resolução” da definição, não sendo por isso um 4K real sendo apenas um aumento da definição, ainda que seja visível algumas melhorias na qualidade da imagem (mais uma vez dependendo da resolução suportada pelo televisor).

Há ainda a destacar o facto de a consola apresentar o mesmo processador da geração anterior, ou seja, inclui um processador Octa-Core AMD Jaguar a 1,75 GHz. A memória RAM mantem-se: 8 GB DDR3 e um processador gráfico é um GPU AMD Radeon ligeiramente mais rápido.

 

 

Experiência de utilização

 

Durante o tempo em que tivemos o equipamento à nossa disposição, e depois de a termos usado como modelo de substituição à geração anterior da Xbox One, notou-se um ligeiro aumento de desempenho no arranque da consola, assim como na execução das aplicações e jogos.

De referir que a consola possui (no modelo que rececionámos) 500 GB de armazenamento interno, sendo este espaço pode ser complementado com um vulgar disco externo que possua ligação USB 3.0, permitindo assim uma maior capacidade de armazenamento que pode ser usado para descarregar jogos que, diga-se, são cada vez de maior dimensão.

Outra das vantagens que apreciamos consideravelmente é da possibilidade de podermos usar o nosso computador como sendo um monitor ligado à consola, ou seja, é possível usar, no Windows 10, a aplicação Xbox para ligarmos o nosso PC à Xbox One (ou One S) para podermos aproveitar o ecrã do PC como sendo a televisão. Desta forma torna-se possível continuar a jogar enquanto o televisor está ocupado, por exemplo, para se ver um canal televisivo.

 

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Comando


Além do “facelift” que a própria consola recebeu, também o comando da Xbox One S sofreu um pequeno reajuste.  Em termos de dimensão, essa mantem-se, no entanto, as pegas apresentam-se mais rugosas, o que lhe confere uma maior aderência quando manipulado. Este controlador passou também a receber o suporte a tecnologia de comunicação sem fios Bluetooth, ou seja, a Microsoft dotou esta nova geração de comandos para a possibilidade de poder ser também usado também em computadores com o Windows 10 capacitados de tecnologia Bluetooth.

youtube.com/watch?v=yGxxXkDqRS8

 

Conclusão


A questão volta a colocar-se: “vale a pena o upgrade?”. No nosso entender sim e não, ou seja, pode ser uma boa opção realizar o upgrade caso o utilizador tenha televisor capaz de aproveitar todas as capacidades da consola, ou seja, o suporte ao HDR e ao 4K podem ser pontos determinantes neste upgrade. Em termos de desempenho, como referimos, nota-se um ligeiro aumento, no entanto não será, para já, o fator mais relevante aquando da opção na escolha deste equipamento.

Por outro lado, se é um utilizador que usa a consola apenas para um jogo ou outro e não tira partido da sua vertente multimédia como a assistência de filmes em Blu-Ray ou através dos serviços NetFlix, por exemplo, então não será este o momento ideal para fazer o upgrade, valendo mais esperar pela real sucessora a apelidada de “Xbox Project Scorpio”.

Perante tudo isto, e para resumir, esta poderá ser uma excelente opção para quem quer aderir ao mundo Xbox, pois caso contrario, como mero upgrade, consideramos que as novidades introduzidas na consola não são o suficiente levar o consumidor a trocar a geração anterior da Xbox One por esta Xbox One S.

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Ler 653 vezes Modificado em Fev. 12, 2017

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