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Escrito por Filipe Pitacho a 19 Dez. 2016

Blockchain trata-se de uma tecnologia emergente, para ser mais preciso de um padrão de desenho tornado conhecido pela Bitcoin, e tem estado a dar que falar.

A Blockchain trata-se de uma rede peer-to-peer descentralizada. Esta rede é composta por múltiplos nós, que são todos os participantes/computadores da mesma. Assim que um participante se junta à rede, é feito o download de um manifesto (uma espécie de livro de contabilidade), no qual estão registadas todas a transações desde sempre efetuadas na blockchain, o que faz com que seja praticamente impossível adulterar uma transação, uma vez que estes manifestos se vão mantendo atualizados e sincronizados, reduzindo assim a possibilidade de fraude.

 

Um bloco (enquanto bloco “ativo”) vai agregando informação das transações até que fica completo, sendo depois adicionado à blockchain, transformando-se numa base de dados permanente e imutável, sendo gerado um novo bloco “ativo”.

A adição de blocos à blockchain é feita de modo sequencial, mantendo cada bloco uma referência para o bloco anterior como se de uma corrente se tratasse, e de forma cronológica.

Para simplificar a compreensão, aplicando ao contexto bancário a blockchain é o histórico de todas as transações bancárias, sendo os blocos, o extrato mensal de cada conta bancária.

Não ignorando o conceito de rede, esta blockchain e toda a sua informação é partilhada por todos os participantes, que podem adicionar novas transações (sendo esta adição obrigatoriamente autorizada pelos restantes participantes da rede) e ainda consultar todo o histórico de transações, sobre um conjunto de funções básicas de segurança garantindo a coerência de todos os dados das transações evitando que a mesma transação seja efetuada mais que uma vez.

 

Source: Financial Times

 

Este sistema possui um senão que salta à vista: quanto maior a rede mais informação contém, e quanto mais informação maior o espaço que ocupa, o que obriga a um acompanhamento deste crescimento ao nível das infraestruturas de armazenamento. Atualmente ainda se vê a blockchain muito focada nas áreas da banca e de seguros mas é um padrão de desenho com um enorme potencial para reduzir a complexidade e os custos das redes atuais, que aumenta a eficiência, segurança e confiança entre peers.

Imagine-se aplicá-la em temáticas como Internet of Things, Gamification, à indústria multimédia, na validação de entidades, na área da saúde (podendo ter todo o historial médico de cada pessoa ou animal).

Para ser mais ambicioso e levando ao limite, imaginemos que todas as entidades se encontram na mesma rede, refiro-me à polícia, entidades fiscais, entidades governamentais, entidades de saúde criando assim uma “enorme rede”. Bastaria o Cartão de Cidadão para se saber se o cidadão possui multas em atraso, se possui alergias a algum medicamento, qual o seu o agregado familiar, se o seguro da sua viatura está em dia, entre outros tanto exemplos. Pode ser, em parte, assustador pela quantidade de informação que se agrega sobre um cidadão, mas não temos já essa informação disponibilizada e dispersa pelas várias entidades?

 

Imaginemos ainda um cenário de um acidente, bastaria encontrar o Cartão de Cidadão das pessoas envolvidas para ter acesso a todo o seu histórico médico, de sinistros e de seguros de saúde por exemplo. Poderia este ser um passo para a diminuição e deteção de corrupção e fraudes de que tanto se fala? Seria decerto um passo para a transparência de todos os cidadãos.

Se pensarmos bem, esta tecnologia emergente vem abrir um vasto leque de oportunidades de evolução em inúmeras áreas.

 

*Texto escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 em vigor desde 2009.
Sobre o autor
Filipe Pitacho
Author: Filipe Pitacho
Consultor da área de Development da Mind Source.

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