No primeiro dia do Fórum Mundial para a Democracia, em Estrasburgo, Anton Shingarev, vice-presidente dos Assuntos Públicos da Kaspersky Lab, e o Secretário Geral do Conselho da Europa, Thorbjørn Jagland, assinaram um acordo elaborado para alargar a proteção dos direitos humanos, da democracia e da lei à internet.

Juntamente com a Kaspersky Lab, representantes de sete outras empresas líderes em tecnologia assinaram também o acordo, que foi formalizado sobre a forma de troca de correspondência, a Apple, a Deutsche Telekom, o Facebook, o Google, a Microsoft, a Orange e a Telefónica.

Seis das maiores associações tecnológicas mundiais também anunciaram o seu compromisso para com o acordo, incluindo a Associação de Indústrias de Computadores e Comunicações, (CCIA), a DIGITALEUROPE, a Aliança Europeia Digital SME, a Rede de Operadores de Redes de Telecomunicações Europeias (ETNO), a GSMA e a Iniciativa de Rede Global (GNI) com vários stakeholders.

O acordo de parceria é uma das prioridades estabelecidas na Estratégia do Conselho Europeu para a Gestão da Internet no período entre 2016 e 2019, cujo objetivo é proteger os utilizadores da internet ao fomentar a democracia online e garantir a proteção dos direitos humanos na internet. De forma a atingir estes objetivos, o grupo – que também está aberto a trabalhar com outros parceiros no futuro – concordou na cooperação entre várias áreas chave. Estas incluem, entre outras:

  • A proteção de crianças contra exploração sexual e abuso;
  • Liberdade de expressão online;
  • Direito à privacidade e proteção de dados pessoais;
  • Educação para a cidadania democrática;
  • Igualdade de género online;
  • Combate ao cibercrime e ao terrorismo;
  • Cultura e digitalização.

"A internet é um domínio único – um local onde entramos todos os dias. Lemos notícias, navegamos nas redes sociais, planeamos as nossas férias, fazemos compras e vamos ao banco onlinee onde deixamos diariamente uma enorme pegada digital. Mas este espaço único está seriamente ameaçado: cibercriminosos estão a tentar explorá-lo e aproveitar-se, terrorista usam-no para recrutamento, e os governos estão a tentar regulá-lo. É com orgulho que nos juntamos ao Conselho da Europa e a este vasto grupo de organizações influentes, numa missão comum para tornar a internet mais segura e protegida – para que cada um de nós continue a aproveitar ao máximo a nossa vida digital”, disse Anton Shingarev.

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