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MAR 08
WINTECH REVIEW
Análise: Samsung Slate Series 7
por João Fernandes
 Numa nova abordagem da Samsung aos equipamentos de tecnologia Touch, focada em produtos de caraterísticas mais laborais, e com uma direta ligação ao novo sistema operativo da Microsoft, o Windows 8, têm surgindo por parte da empresa sul coreana novas e cada vez mais desenvolvidas soluções de trabalho em formato Tablet, como são o caso dos equipamentos Series 5 e Series 7. Embora fosse originalmente lançado ainda com o sistema operativo Windows 7, as Samsung Slate Series trazem já uma total compatibilidade com o novo Windows, fortemente evidenciado e recomendado pela própria Samsung, sendo que a Wintech teve acesso a uma Samsung Slate Series 7 já com o upgrade feito para o mais recente sistema operativo da Microsoft, e ainda o acesso à respetiva Dock, procurando mostrar ao leitor todas as capacidades e potencialidades deste equipamento tido como um dos de maior relevo na mais elevada gama de Tablets da Samsung.

Embalagem

Desde logo, a Samsung Slate Series 7 destaca-se por uma embalagem de forte impacto, robusta, e com consideráveis dimensões. O seu interior, em cartonado, revela-nos dois distintos andares, um primeiro para a Tablet propriamente dita, e outro para os demais apetrechos e cablagens. O invólucro do nosso equipamento revela-se então num poliestireno negro, com uma cobertura em esponja, também negra, e com uma ligeira saliência onde se encontra o invólucro com a garantia e os manuais de utilização, escondidos por debaixo do nosso equipamento. Levantando a base negra, o utilizador terá acesso a um forro totalmente em polietileno de baixa densidade, de grande volume, onde se encaixam todos os cabos, carregador, panfletos e afins, e ainda uma caneta digital, equipamento que irá contribuir em muito para uma eficaz utilização da Samsung Slate Series 7.



Design - Series 7

Após uma primeira impressão de robusteza deixada pela sua embalagem, a Slate Series 7 mostra-se ao utilizador como um equipamento simples, de linhas muito homogéneas, destacando-se precisamente pelo seu elevado peso e robustez dos materiais utilizados. Totalmente em negro, e de corpo metálico, escovado, a Slate Series 7 apresenta na sua face frontal apenas um ecrã touch, com respetiva moldura de ecrã negra, onde se situam uma câmara e um único botão, o botão "Windows".

Já a parte de trás, de destaque, tem apenas o logótipo da Samsung em prateado e um anel igualmente prateado à volta da câmara traseira. De resto, os únicos elementos presentes são as ranhuras de altifalantes e arrefecimento, estando todos os restantes botões e ligações presentes nas faces laterais deste equipamento. No topo, o utilizador poderá encontrar os microfones e ainda uma entrada para cartões Micro SD. Por sua vez, nas abas laterais, podemos aceder, numa das faces, à entrada para auscultadores/microfone, aos finos botões de controlo de volume, a uma entrada HDMI e outra USB (uma vez que a espessura deste equipamento assim o permite) e ainda ao slot para podermos colocar o nosso Slate Series 7 a carregar a bateria. No lado oposto, o utilizador encontrará apena o botão On/Off, num friso idêntico ao dos botões de volume, e ainda o botão Lock, que bloqueará a rotação automática do ecrã, aquando da utilização do nosso equipamento. Já na face inferior deste Tablet, apenas poderão ser encontradas as ranhuras de ligação entre o nosso equipamento e a Dock.


Num equipamento que à primeira vista se revela demasiadamente pesado para ser utilizado somente com o apoio de uma mão, será de salientar ainda uma falha que diz respeito à ergonomia deste produto, que associa o seu peso a um Widescreen de 11 polegadas com uma frame algo larga que dificulta o ato das mãos chegarem a todo o ecrã, no caso de segurarmos o nosso equipamento com ambas as mãos. Por outro lado, o seu formato de linhas muito retas, ainda que de arestas suaves, acaba por fazer com que esta peça de design extremamente regular e homogéneo, ou discreto, se preferirem, acabe por ser de difícil pega, sendo necessário algum esforço para se segurar (e de um modo contínuo) este equipamento na nossa mão. Deste modo, a existência de uma Dock acaba por se revelar quase que obrigatória, inclusive para operarmos com alguma segurança a nossa caneta digital no ecrã deste Slate Series 7.
 

Design - Dock

Infelizmente vendida em separado do Samsung Slate Series 7, a Dock da Samsung para este equipamento revela-se uma peça de enormes cuidados no que ao seu design diz respeito, conseguindo ultrapassar inclusivamente a própria Tablet em alguns pequenos apontamentos e pormenores. Desde logo numa pequena caixa de cartão totalmente forrada por dentro a polietileno de baixa densidade, a nossa Dock surge como uma peça de elegantes contornos, totalmente conformada em suaves componentes de um metal negro escovado, e que conta, numa das faces, com o logótipo da Samsung em relevo, espelhado, logo por baixo de uma tampo que se revela como um dos pontos altos desta peça.

Embora "fechada" esta Dock seja apenas uma caixa metálica não muito mais espessa que a Series 7 propriamente dita, "aberta", esta peça permite não só o encaixe do nosso equipamento, como também uma boa orientação (fixa) de trabalho, e ainda a possibilidade de se ligarem vários e distintos cabos à nossa Tablet, incluindo o Ethernet ou o próprio carregador. E para isso, o bom funcionamento da Dock está dependente de um único componente: a sua tampa, que rebate de modo a evidenciar o encaixe para o nosso equipamento e ainda uma luz indicadora dessa mesma ligação. Com uma pequena mola integrada, a tampa obriga a algum travamento, que a mantém por um lado fixa e segura quando aberta, a fim de servir de apoio para a Tablet, e permitindo por outro lado fechar-se "automaticamente" sem ficar de algum modo pendurada quando não está em utilização - uma solução de verdadeiro destaque no design desta peça, e que garante à nossa Dock uma eficácia elevadíssima. Na parte de trás da Dock, podemos então encontrar 5 ligações distintas, sendo elas a do carregador da nossa Slate Series 7, um cabo Ethernet, uma entrada HDMI, uma USB e ainda uma entrada adicional para auscultadores.
Já a sua base, constitui uma outra mais-valia desta peça, totalmente em borracha, suave, mas de excelente atrito, permitindo assim uma elevada performance de utilização da Tablet quando alocada na nossa Dock, verificando-se ambas uma união necessária e fortuita da Samsung para garantir uma elevada performance de trabalho em qualquer superfície.

Algumas Caraterísticas Técnicas

O Samsung Slate Series 7 conta com um rol de especificações que permitirão ao comum utilizador executar as mais variadas tarefas, quer gráficas, quer de performance do próprio sistema operativo, com um elevado desempenho e qualidade. Dotado de um ecrã Touch SuperBright® de 11,6" polegadas para toque múltiplo de até 8 dedos, este equipamento está dotado de um processador Intel Core i5-2467M, de 1.60GHZ, 4Gb de memória RAM, um disco rígido de 128Gb SSD e uma placa gráfica Intel HD Graphics 3000. Com suporte para HDMI e Bluetooth, e câmaras de 2.0 e 3.0 Megapixéis, este é um equipamento que se mostra de bons argumentos, sem serem de todo brilhantes, mas que prometem desde logo uma interessante performance com o novo sistema operativo da Microsoft.

Caraterísticas : Samsung Slate 7

Software e Interface

Embora originalmente vendida com o sistema operativo Windows 7 instalado, a Samsung Slate Series 7 a que a Wintech teve acesso contava já com o upgrade para Windows 8, em que as propriedades de contarmos com um ecrã Touch para gerir o sistema operativo se evidenciam bem mais do que no seu antecessor. Como tal, este é um equipamento que rapidamente se adapta às potencialidades do Windows 8, e em boa parte graças à integração no interface das potencialidades da Dock e da caneta digital que vem com a própria Slate Series 7.

Devido a um grafismo em que os ícones passam a ser largos botões dispostos sob a forma de quadrados alinhados, a navegação neste equipamento pelo menu "base" do sistema operativo torna-se de certo modo intuitivo, direto e muito facilitado graças à tecnologia Touch, não só pela aumentada dimensão dos botões e respetiva tolerância de toque através dos dedos e não do cursor de um rato, mas também pela fluidez gráfica do Windows 8, que apela ao movimento e deslocações de ecrãs e janelas. E nesse sentido, a Slate Series 7 é um produto que mostra dar uma boa resposta às necessidades do novo Sistema operativo da Microsoft.

Até mesmo quando entramos no ambiente de trabalho, o modo mais "tradicional" de trabalho do Windows, a Slate Series 7, graças à sua caneta digital, permite uma forte eficácia e integração do utilizador no interface, em que os pequenos ícones e botões se tornam demasiadamente pequenos para uma boa interação dos dedos no ecrã.

De cores sempre muito apelativas, num ecrã que transmite um forte brilho, mas sem cansar a vista, a Slate Series 7 da Samsung mostra-se um equipamento que garante uma boa utilização contínua sem provocar grande cansaço no utilizador - se associarmos ainda a sua posição fixa na Dock.

Por outro lado, o próprio Windows 8 permite ao utilizador uma franca liberdade de utilizações deste equipamento, no qual poderá instalar e configurar os programas a que mais estará habituado a utilizar em computadores "convencionais", permitindo assim uma otimizada adaptação a condições de trabalho. Curiosamente, acaba por ser para já a utilização deste equipamento de um modo casual que sai prejudicada com o novo Windows 8. Pese embora o facto de este ser um sistema operativo recente, a verdade é que não existem ainda tão boas soluções de apps na "Loja" como as que estão disponíveis para outros sistemas, algo que não será de todo preocupante, uma vez que este é um software muito recente e para o qual as mais variadas empresas ainda se encontram a desenvolver e lançar no mercado as suas soluções.


Experiência de Utilização

A utilização deste equipamento da Samsung revela-se algo dotado de altos e baixos, mediante o propósito e o método de utilização de cada programa instalado. Uma das primeiras condicionantes de utilização deste equipamento é, desde logo, a falta de reais indicadores luminosos, algo que é comum acontecer nos mais variados produtos da Samsung deste género. O carregador, ainda que detenha uma pequena luz indicadora da sua ligação, não aufere qualquer indicador de carregamento no nosso equipamento quando desligado ou em hibernação, do mesmo modo que o nosso Tablet, quando ligado, aufere um pequeno LED azul lateral, muito pouco visível ao utilizador, e sempre constante (não indicando, por exemplo, falta de bateria). A única ocasião em que este indicador é francamente visível é quando o nosso equipamento está ligado à Dock, que dispõe de uma luz frontal de maiores dimensões e visibilidade.


A ligação e navegação em si, neste equipamento, são de resto fatores extremamente simples e intuitivos. Após se iniciar sessão, o utilizador dispõe de um menu muito dinâmico do Windows 8 (ou de uma imediata ligação ao programa ou janelas em que estávamos a trabalhar anteriormente), potenciando, por um lado, uma rápida navegação, e por outro, uma maior continuidade de trabalho. No caso do utilizador optar por permanecer no ambiente dinâmico do Windows 8, a navegação por intermédio do Touch mostra-se como uma necessidade direta, em que podemos escolher, "mexer" e deslocar os ícones e respetivas aplicações como assim desejarmos, de um modo simples e direto.

Caso o utilizador procure o conforto do ambiente de trabalho convencional, será fortemente recomendada a utilização de um teclado físico (e não o virtual do próprio software, uma vez que este ocupará demasiado espaço em ecrã (cerca de metade) assim que for requerido, algo que se tornará bastante incómodo em programas como o Word ou até mesmo em navegadores de internet, onde a página desejada será algo suprimida para que o teclado virtual possa aparecer no ecrã. Nesse contexto, a utilização da caneta (ou outro qualquer dispositivo apontador) será fortemente recomendada, uma vez que em ambiente convencional, os dedos revelam-se grandes demais para trabalhar os demais softwares com um ótimo desempenho.

Som

Longe de ser brilhante, e com uma quase total falta de "baixos" - como de resto é algo comum à maioria dos equipamentos com colunas integradas, a componente sonora no Samsung Slate Series 7 fica, ainda assim, longe de desapontar. O som mostra-se deste modo, límpido, sem grandes ruídos seja a que volume for, e mesmo em elementos multimédia, o utilizador poderá auferir de uma envolvência sonora algo limitada, mas, pelo menos, de muito boa clareza.

Autonomia

A autonomia deste equipamento revela-se algo díspar mediante a sua utilização, detendo consumos energéticos bem distintos quando estamos a utilizar o ambiente próprio do Windows 8 e respetivas aplicações, e quando estamos em ambiente de trabalho, a explorar o Windows na sua vertente mais convencional. Deste modo, será com algum alarmismo que verificamos que a bateria parece "esvaziar-se" em frente do utilizador quando as mais variadas apps do Windows são executadas, bem como quando simplesmente se navega pelo novíssimo menu do Windows. E nesse contexto, duas horas poderão bastar para que a bateria nos alerte que precisa de carregamento. Por outro lado, quando no ambiente de trabalho convencional, e mesmo mediante uma prolongada utilização de softwares (como o Office) ou browsers, a bateria parece mostrar toda a sua potencialidade, oferecendo ao utilizador várias horas de autonomia, mesmo em utilização contínua, contraponto com um francamente dececionante desempenho com as apps do Windows 8, principalmente (mas não só) caso o utilizador procure usufruir de elementos com maiores cateterísticas gráficas, como é o caso dos jogos.



Câmara

Ambas as câmaras instaladas nas faces frontal e traseira da Slate Series 7 serão, de um modo geral, os componentes de menor qualidade neste equipamento, e aquele que detém, verdadeiramente, uma análise negativa neste produto. Embora de 2.0 e 3.0 Megapixéis, as câmaras presentes na Slate Series 7 são de muito pouca qualidade, sem grandes opções ou controlos, capturando imagens sem qualquer nitidez, com cores demasiadamente contrastadas e agressivas, perdendo-se uma quase total definição de imagem.


Todos os tons mais escuros, sejam castanhos, verdes, ou cinzentos, passam imediatamente a negro, sem existir qualquer separação. E este ponto negativo revela-se ainda de maior relevo quando estamos em modo vídeo, onde, ainda que as cores não demonstrem um tão dramático contraste, se poderão verificar algumas falhas de filmagem devidas a um fraco autofoco e iluminação automática, causando verdadeiras interferências, quase como que "saltos" em plena gravação contínua, no momento em que se atravessam vários planos, algo que será de lamentar, nomeadamente num equipamento que nos transmite boas mostras de qualidade noutros pontos.



Conclusão

Em suma, a Samsung Slate Series 7 é uma solução de Tablet para trabalho que trará ao utilizador fortes potencialidades, otimizadas por uma conjugação com o novo sistema operativo da Microsoft. Contudo, o seu preço será algo elevado para a maioria das carteiras (1170€) e tendo em conta também outras soluções no mercado no que diz respeito a equipamentos de trabalho e equipamentos Touch. Sem se revelar brilhante em qualquer uma das suas funcionalidades, esta é uma solução que se revela algo cara, mas que ainda assim permite um ótimo desempenho de trabalho, em que a caneta digital se revela uma mais-valia para otimização laboral, permitindo uma cómoda e eficiente utilização deste equipamento.

Infelizmente, as componentes sonoras, de bateria e de câmaras são as que menos convencem neste equipamento, transparecendo alguns pontos em que a Samsung poderá incidir de futuro, a fim de potenciar todos os "acessórios" à utilização deste equipamento. Em termos anatómicos, o seu peso e as suas dimensões também não ajudam a uma utilização casual deste produto, remetendo-se para uma solução fortemente empresarial, com boa performance e capacidades de trabalho.

Positivo no Samsung Slate Series 7:

- Caneta digital, que permite forte otimização de trabalho.
- Integração na Dock, criando um bom display Touch e de visualização.
- Potencialidades de softwares e configurações de trabalho do Windows 8.
- Boa fluidez gráfica e dinâmica de utilização.

Negativo no Samsung Slate Series 7:

- Preço (1170€, ou 1300€ com Dock).
- Peso e ergonomia do equipamento.
- Câmara de muito baixa qualidade.
- Autonomia reduzida em ambiente Windows 8.
- Limitações (por agora) na quantidade de apps disponíveis.

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